terça-feira, 13 de outubro de 2026

No dia 25 de outubro, vote 13. Pela nossa vida, pela nossa democracia, pelos nossos direitos.Lula 13. Pelo Brasil, pela gente.

Vote 13! Pela nossa vida, pela nossa democracia!

Homens negros gays, bissexuais e transexuais, chegou a hora de mostrar a nossa força. No dia 25 de outubro, vote Lula 13.

O Brasil vive um momento de extrema gravidade. A violência política no país cresceu vertiginosamente nos últimos anos, tendo como principais alvos a população negra, as mulheres e a comunidade LGBTQIA+. Especialistas da ONU alertaram que ameaças e ataques contra pessoas negras e LGBTI aumentaram de forma assustadora, muitas vezes pela intersecção dessas identidades.

Não podemos nos calar diante desse cenário. A cada quatro horas, um ato de violência política é registrado no Brasil, e nós somos os que mais sofrem. Cada voto é um ato de resistência. Votar 13 é dizer sim a um Brasil que respeita mulheres, negros, indígenas e LGBTs. É escolher um projeto de país que inclui a população LGBTQIA+ em seu plano de governo, com políticas de combate ao racismo e à violência de gênero.

No dia 25 de outubro, vote 13. Pela nossa vida, pela nossa democracia, pelos nossos direitos.

Lula 13. Pelo Brasil, pela gente.

Negros homens gueis, bissexuais e transexuais, votem 13. Pelas nossas existências. Lula 1️⃣3️⃣. ❤️🏳️‍🌈🏳️‍⚧️🏳️‍🌈🏳️‍⚧️✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿

sábado, 10 de outubro de 2026

Votem 13! Pela Democracia já. Dia 25 de outubro, é dia de votar 13. ✊🏿✊🏿✊🏿

O futuro de um país não se constrói com exclusão, ódio ou retrocessos, mas sim com a força da união, da justiça social e do respeito à vida. Defender a democracia é, antes de tudo, garantir que cada cidadã e cidadão tenha voz, dignidade e direitos assegurados.

Esta é uma convocação a todas as pessoas que acreditam em um Brasil mais justo, humano e acolhedor:

  • Em defesa da democracia e do Estado Democrático de Direito: para blindar as instituições, garantir a liberdade de expressão, a soberania popular e a laicidade do Estado, onde todas as crenças e a ausência delas sejam plenamente respeitadas.
  • Pelas pessoas pretas: pelo combate incansável ao racismo estrutural, pela igualdade de oportunidades, fortalecimento das ações afirmativas e valorização da nossa ancestralidade e cultura.
  • Pelas mulheres: por direitos iguais, salários justos para as mesmas funções, autonomia, segurança e pelo fim da violência de gênero e do feminicídio.
  • Pela comunidade LGBTQIAPN+: pelo direito elementar de existir, amar e viver sem medo, com cidadania plena, políticas públicas afirmativas e respeito irrestrito à diversidade.
  • Pelas pessoas com deficiência: pela acessibilidade plena, inclusão no mercado de trabalho, na educação e por uma sociedade verdadeiramente anticapacitista.
  • Pelas nossas crianças e adolescentes: pela garantia de um futuro digno, com comida no prato, proteção integral, proteção contra o trabalho infantil e acesso à educação pública, laica e de qualidade.
  • Pelo bem-estar coletivo: pela saúde pública universal, valorização da ciência, preservação do meio ambiente e crescimento econômico que coloque as pessoas no centro do desenvolvimento.

Cuidar do Brasil é não deixar ninguém para trás. Para consolidar as conquistas, defender as liberdades democráticas e avançar na reconstrução do nosso país com esperança e dignidade, a escolha é pelo diálogo e pela inclusão.

Pela democracia, pelo respeito e pelo futuro de todos nós: vote Presidente Lula, 13.

domingo, 28 de junho de 2026

28 de junho, Dia do Orgulho LGBTQIAPN+.

O racismo dentro da comunidade LGBTQIAPN+ é uma realidade dolorosa e complexa, que revela como diferentes formas de opressão podem coexistir e se reforçar. 🌈✊🏿  

💔 Interseccionalidade e exclusão
Pessoas negras LGBTQIAPN+ enfrentam dupla marginalização — por sua orientação sexual ou identidade de gênero e por sua raça. Mesmo em espaços que deveriam ser seguros e acolhedores, o racismo se manifesta em:
- Representação limitada: a mídia e os eventos de orgulho frequentemente destacam corpos brancos, invisibilizando pessoas negras.
- Segregação social: bares, festas e grupos podem reproduzir padrões racistas, excluindo ou exotizando pessoas negras.
- Violência e vulnerabilidade: travestis e mulheres trans negras são as que mais sofrem violência física e institucional.

🧠 Raízes históricas
O racismo estrutural molda até os espaços de militância. Movimentos LGBTQIAPN+ muitas vezes nasceram em contextos dominados por pessoas brancas, e as pautas raciais foram tratadas como secundárias. Isso cria uma hierarquia de vozes, onde o protagonismo negro é frequentemente silenciado.

🌿 Caminhos de resistência
A luta contra o racismo dentro da comunidade passa por:
- Ampliação de lideranças negras em coletivos e eventos.
- Educação antirracista que inclua recortes de raça, gênero e classe.
- Valorização da cultura negra como parte essencial da diversidade LGBTQIAPN+.

A resistência negra LGBTQIAPN+ é também uma celebração da vida — uma afirmação de que orgulho e negritude caminham juntos.  


domingo, 17 de maio de 2026

17 de maio, Dia Internacional de Luta Contra a Homolesbobitravestitransfobia. ✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿✊🏿

O 17 de maio é uma data de enorme importância: o Dia Internacional contra a Homofobia, a Transfobia e a Bifobia. 🌈✊🏿  
Foi escolhido porque, em 17 de maio de 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais, um marco histórico na luta pelos direitos LGBTQIA+.  

🌍 Significado da data
- Reconhecimento global: Hoje, mais de 130 países celebram o dia com ações de conscientização, protestos e eventos culturais.  
- Combate à violência: A data reforça a necessidade de enfrentar o preconceito, a exclusão e os crimes motivados por ódio.  
- Celebração da diversidade: É também um momento de orgulho e visibilidade — de afirmar que todas as identidades e orientações merecem respeito.  

🇧🇷 No Brasil
O país reconhece oficialmente o 17 de maio desde 2010, por decreto presidencial. Movimentos sociais, coletivos e instituições promovem debates, marchas e campanhas educativas.  
Grupos como o Movimento Negro LGBTQIA+ têm papel essencial, lembrando que o combate à homofobia e à transfobia deve incluir a luta contra o racismo estrutural.  

💬 Reflexão
Mais do que uma data simbólica, o 17 de maio é um chamado à ação — para transformar o respeito em prática cotidiana e garantir que ninguém seja silenciado por ser quem é.  

domingo, 8 de março de 2026

Dia Internacional das Mulheres. Fim ao feminicídio. ✊🏿✊🏿✊🏿



No Brasil, mulheres negras sempre estiveram na linha de frente da resistência.  
Beatriz Nascimento nos ensinou que a memória é uma arma de luta.  
Lélia Gonzalez nos lembrou que não há democracia sem feminismo negro.  
Hoje, seguimos com vozes  como a de Neusa Santos Souza, que nos inspira a dizer: ser mulher negra no Brasil é resistir todos os dias.  
Mas resistir não basta. É preciso dizer basta. Basta de silenciamento. Basta de violência. Basta de feminicídio.  
Mais de 60% das vítimas de feminicídio no Brasil são mulheres negras. Isso não é coincidência. É racismo. É machismo.  
Neste Dia Internacional da Mulher, nós dizemos: chega!.  
Por todas que vieram antes. Por todas que virão.  
Mulheres negras vivas. Mulheres negras livres.

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Entrevista com Claudia Rankine: Preto no Branco




“Como é difícil para um corpo sentir a injustiça lançada ao outro.” – Claudia Rankine




Claudia Rankine (nascida na Jamaica em 1963) é uma renomada poeta, ensaísta e dramaturga afro-americana, conhecida por sua escrita inovadora que mistura poesia, prosa e ensaio para explorar o racismo, as tensões raciais e a experiência negra nos Estados Unidos, especialmente em sua obra-prima "Cidadã: Uma Lírica Americana". Ela é uma voz influente sobre raça e branquitude, recebendo o prestigiado MacArthur Fellowship em 2016. 

Foto do site Imagem Justa. 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS): Quatro décadas da resposta do Brasil ao HIV e à AIDS.

 HIV é um vírus. A aids é a doença causada por ele. Com tratamento adequado, pessoas vivendo com HIV alcançam carga viral indetectável, vivem sem aids e não transmitem o vírus.

O SUS oferece uma série de estratégias para cada pessoa se proteger e se cuidar.
São preservativos internos e externos, PrEP, PEP, testes rápidos, autotestes e tratamento. Prevenção é direito, cuidado e autonomia.

DIA 01 DE DEZEMBRO, DIA MUNDIAL DE LUTA CONTRA A AIDS.


Dados do Boletim Epidemiológico HIV/AIDS do ano de 2024 nos informam que, no ano de 2023, foram identificados 46.495 casos de infecção pelo HIV, representando um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior. Desses casos, 63,2% eram de pessoas autodeclaradas negras (49,7% de pardos e 13,5% de pretos), e 53,6% dos casos ocorreram em homens que fazem sexo com homens (HSH). E aqui se fazem necessárias ações de enfrentamento ao estigma e à discriminação, como racismo, machismo, homofobia e outras formas de exclusão.
A prevenção da AIDS envolve o uso de preservativos em todas as relações sexuais, o que é o método mais eficaz e acessível. Outras estratégias incluem a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), tomada antes do contato com o vírus, e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP), medicamentos antirretrovirais usados em até 72 horas após uma situação de risco. Adicionalmente, não compartilhar seringas, fazer testagens regulares e garantir que mulheres vivendo com HIV sigam acompanhamento pré-natal são medidas importantes.  


 
Métodos de prevenção 

Preservativo (camisinha):

    O uso de preservativos masculino ou feminino é essencial em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) para prevenir o HIV e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). 


PrEP (Profilaxia Pré-Exposição):

Uso de medicamentos antes da exposição ao vírus para quem tem maior risco de infecção. A PrEP é diária e previne o HIV, mas não protege contra outras ISTs, sendo recomendado o uso de camisinha junto com o tratamento. 


PEP (Profilaxia Pós-Exposição):
Uso de medicamentos antirretrovirais por 28 dias após uma situação de risco, como relação sexual desprotegida ou acidente com material perfurocortante. Deve ser iniciada o mais rápido possível, em até 72 horas após a exposição. 


Compartilhamento de seringas:
Não compartilhar seringas, agulhas e outros objetos perfurocortantes não esterilizados. 


Prevenção da transmissão vertical:
Mulheres vivendo com HIV devem ter acompanhamento pré-natal adequado para evitar a transmissão do vírus para o bebê durante a gravidez, parto ou amamentação. 


Recursos adicionais

    Testagem:  
    Fazer exames para HIV e outras ISTs regularmente pode ser realizado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). O autoteste de HIV também pode ser uma opção para o diagnóstico.


    Outras imunizações:
    A vacinação contra HPV, hepatites A e B também ajuda na prevenção combinada. 




quarta-feira, 24 de setembro de 2025

🆘️ A infeção pelo 𝘃í𝗿𝘂𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗮𝗽𝗶𝗹𝗼𝗺𝗮 𝗵𝘂𝗺𝗮𝗻𝗼 (HPV na sigla em inglês). Fonte: DGS Portugal.

A infecção pelo 𝘃í𝗿𝘂𝘀 𝗱𝗼 𝗽𝗮𝗽𝗶𝗹𝗼𝗺𝗮 𝗵𝘂𝗺𝗮𝗻𝗼 (HPV na sigla em inglês) é uma das infecções sexualmente transmissíveis mais comuns. Na maioria das vezes, não apresenta 𝘀𝗶𝗻𝘁𝗼𝗺𝗮𝘀.
 
 
No Brasil, quem pode se vacinar gratuitamente? 
 
Meninas e meninos de 9 a 14 anos: A vacina é indicada para esta faixa etária e é a forma mais eficaz de proteção. 

Jovens de 15 a 19 anos: A campanha de resgate vacinal permite que este grupo também se vacine gratuitamente no SUS até dezembro de 2025. 

Pessoas imunocomprometidas: Mulheres e homens que vivem com HIV, transplantes de órgãos sólidos, transplantes de medula óssea, ou que tenham câncer, podem se vacinar dos 9 aos 45 anos. 

Pessoas com Profilaxia Pré-Exposição (PrEP): Usuários de PrEP para HIV, dos 15 aos 45 anos, que não tenham esquema completo, podem receber a vacina.
 
Vítimas de abuso sexual: Homens e mulheres com 15 a 45 anos que não tomaram a vacina ou têm esquema incompleto. 

Pacientes com Papilomatose Respiratória Recorrente (PRR): A vacinação está disponível para pessoas com PRR a partir dos 2 anos de idade. 
 
VIVA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE DO BRASIL! 
 


terça-feira, 19 de agosto de 2025

19 de agosto - Dia Nacional do Orgulho Lésbico. 29 de agosto - Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.

O movimento lésbico negro no Brasil é uma força fundamental na luta por direitos e reconhecimento, marcada pela interseccionalidade das opressões de raça, gênero e sexualidade. Sua trajetória é de constante resistência e busca por visibilidade em espaços que historicamente as marginalizaram.           
Primórdios e a Formação da Identidade (Anos 1970-1980)
O ativismo lésbico no Brasil começa a se articular ainda na década de 1970, em um contexto de redemocratização e efervescência de movimentos sociais. Contudo, as mulheres negras lésbicas enfrentavam uma dupla invisibilidade: dentro do movimento feminista hegemônico, que muitas vezes ignorava as especificidades raciais, e dentro do próprio movimento LGBT+, que frequentemente priorizava as pautas de homens gays e brancos.
Nesse período, a importância do feminismo negro começa a ganhar força, com pensadoras e ativistas questionando a universalização da experiência feminina. A busca pelo reconhecimento das necessidades e direitos das mulheres negras, incluindo as lésbicas, começa a se destacar. É nesse contexto que surgem as primeiras iniciativas de organização, como o Grupo de Ação Lésbica Feminista (GALF), que em 1981 lançou a ChanacomChana, a primeira publicação ativista lésbica do país. Embora não focada exclusivamente em mulheres negras lésbicas, representou um marco na visibilidade lésbica.             
Consolidação e Articulação (Anos 1990-2000)
A década de 1990 trouxe um cenário de maior articulação para o ativismo lésbico. Com o aprofundamento do debate sobre interseccionalidade — conceito cunhado pela teórica do feminismo negro Kimberlé Crenshaw —, a compreensão de que as opressões se sobrepõem e se agravam para mulheres negras e lésbicas se tornou mais evidente.
O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, celebrado em 29 de agosto, foi estabelecido em 1996 durante o I Seminário Nacional de Lésbicas (SENALE), no Rio de Janeiro. Embora o foco fosse a visibilidade lésbica em geral, a data também se tornou importante para as lésbicas negras, que continuavam a lutar por reconhecimento dentro e fora dos movimentos. A criação da Liga Brasileira de Lésbicas (LBL) em 2003, no Fórum Social Mundial, como uma rede feminista e marxista, também abriu caminho para uma maior organização.                                                
Fortalecimento e Representatividade (Anos 2010 até os Dias Atuais)
Nos últimos anos, o movimento lésbico negro tem ganhado ainda mais força e voz, impulsionado pela maior difusão do conceito de interseccionalidade e pela crescente ocupação de espaços políticos e sociais.                                      
 * Marcha das Mulheres Negras (2015): Embora não exclusiva para lésbicas, a Marcha das Mulheres Negras contra o racismo, a violência e pelo bem viver foi um marco significativo, onde as pautas de mulheres negras, incluindo as lésbicas, tiveram grande visibilidade e se uniram em uma força coletiva.             
 * Avanço na representatividade política: Atualmente, há uma busca por maior representatividade de mulheres negras lésbicas em cargos políticos. Nomes como a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), e a deputada estadual Leci Brandão (PCdoB) são exemplos de mulheres públicas que contribuem para a visibilidade dessa comunidade.                
 * Desafios Contínuos: Apesar dos avanços, o movimento lésbico negro ainda enfrenta desafios significativos, como o combate ao lesbocídio, a violência específica direcionada a mulheres lésbicas, agravada pelo racismo quando se trata de mulheres negras. A luta por acesso à saúde, direitos sexuais e reprodutivos, e o combate à invisibilidade e ao apagamento de suas histórias e contribuições continuam sendo pautas centrais.
O movimento lésbico negro no Brasil segue em constante afirmação, construindo suas próprias epistemologias e estratégias de luta a partir de suas experiências singulares, desafiando as estruturas de poder e buscando uma sociedade mais justa e equitativa para todas as pessoas.