terça-feira, 28 de julho de 2020

HOJE É DIA MUNDIAL DE COMBATE À HEPATITE.

World Hepatitis Day is commemorated each year on 28 July to enhance awareness of viral hepatitis, an inflammation of the liver that causes a range of health problems, including liver cancer.

There are five main strains of the hepatitis virus – A, B, C, D and E.  Together, hepatitis B and C are the most common cause of deaths, with 1.3 million lives lost each year. Amid the COVID-19 pandemic, viral hepatitis continues to claim thousands of lives every day.


325

million people are living with viral hepatitis B and C


900,000

deaths per year caused by hepatitis B virus infection


10

% of people living with hepatitis B and 19% living with hepatitis C know their hepatitis status


42

% of children, globally, have access to the birth dose of the hepatitis B vaccine

domingo, 26 de julho de 2020

LET'S TALK ABOUT MASCULINITY IDEOLOGY.

Is Masculinity The Real Killer? - Online Prostate Physiotherapy

The concept of masculinity ideology evolved from the theories of social construction (Kimmel, 1987). This concept refers to sets of culturally defined standards of masculinity to which men are expected to adhere (Pleck, 1995), or the “endorsement and internalization of cultural belief systems about masculinity and the male gender, rooted in the structural relationship between the two sexes” (Pleck, Sonenstein, & Ku, 1993, p.88). 

Traditional gender role socialization serves to uphold patriarchal codes by requiring that males adopt dominant behaviors (Levant et al., 2010). Some studies, such as those of Sinn (1997) and Jacobs (1996), have demonstrated that a traditional model of masculinity is related to negative attitudes towards gender equality. On the other hand, research into the predictors of gender awareness (e.g. perceiving discrimination against women) has shown it is associated with the recognition of discrimination and the existence of sexism (Henderson-King & Stewart, 1994; Williams & Wittig, 1997).

We use the term “masculinity ideology”, as introduced by Pleck (1995), to refer to sets of culturally defined standards of masculinity to which men are expected to adhere. According to Thompson and Pleck (1986), masculinity ideology is a particular constellation of dimensions upon which some individuals base their conception of masculinity. These dimensions are defined as the relative norm for toughness (in the physical as well as the mental and emotional sense), the norm related to the status, and, finally, the antifemininity norm. While the dimension of toughness refers to the expectations of men to be strong, competent, and capable of solving their emotional problems in an appropriate way, the status dimension is defined as labor, economic and professional success, and it is generally associated with a high income. Finally, the antifemininity norm is defined as the belief that men should avoid those behaviors and tasks typically attributed to women.

Are we in crisis? I think men’s displays of sadness, loneliness, affection, love, and friendship must be as authentic and necessary and not as signs of weakness or a failure to be a “real man". There are some men's movements (group discussions) that provide support networks and learning together to reconstructing how men socialize in their environment. Things are not going to change overnight. I believe new masculinity or masculinities as many as possible advocate tend to be very vocal, and fiercely dedicated to the diversity of ways in which men can express their manhood, often defying social conventions that have guided us for generations.

 Imagem relacionada

terça-feira, 14 de julho de 2020

This International Non-Binary People’s Day, which is observed each year on July 14, HRC recognizes that this is an important day for visibility, and that we have a long way to go to increase awareness and understanding about non-binary people.

 Kye Rowan created the nonbinary pride flag, which has yellow, white, purple, and black horizontal stripes, in 2014. It is intended to represent nonbinary people who did not feel that the genderqueer flag represents them and be used alongside Roxie’s design. The yellow stripe represents people whose gender exists outside of the binary, the white stripe, people with many or all genders, the purple, people with genders considered a mix of male and female, and the black people who identify as not having a gender.

DIA 14 DE JULHO, DIA INTERNACIONAL DAS PESSOAS COM IDENTIDADES NÃO-BINÁRIAS DE GÊNERO.

O gênero binário se manifesta quando os corpos são polarizados no binarismo nas diversas áreas e saberes da sociedade. As características secundárias de corpos femininos e corpos masculinos, tais como pelos, seios e quadris, passam a determinar o que é ser homem e ser mulher para cada área.
Uma característica da construção sociocultural dos gêneros que merece atenção é que tal estrutura se apresenta e se constrói de maneira binária, isto é, tendo como possibilidades o masculino e o feminino. Essa forma de construção advém de um suposto determinismo biológico, no qual os corpos são entendidos no dimorfismo macho-fêmea. Ser homem implica em não ser mulher, em rejeitar todo e qualquer marcador identitário inscrito no universo feminino.

Lorenzo Bernini (2011, p. 20) indica que a construção da identidade sexual dos indivíduos é regrada também por um “sistema binário sexual”, no qual os três níveis dessa construção de identidade (sexo, gênero e orientação sexual) são determinados por um jogo de binários. De acordo com o autor, os sujeitos são levados ao enquadramento nos polos sexuais biológicos (macho ou fêmea – tendo por base a constituição genital), nos polos de gênero (papéis sociais de homens ou mulheres) e na orientação sexual (voltando o prazer para o desejo heterossexual). Esses esquemas de poder compõem o que chamamos de matriz heteronormativa ou heteronormatividade. Tal matriz pressupõe relacionamentos sexuais (e românticos) entre os dois polos sexuais biológicos e que estes devem acompanhar os polos de gênero, sendo qualquer relação desviante dessa regra uma aberração - mesmo aqueles indivíduos que não se obrigam às relações sexuais ou românticas, isto é, aqueles que assumem identidades assexuais. Ainda dentro dessa matriz, a relação entre os dois polos se situa em um regime de dominação/submissão – na qual o macho, homem e heterossexual supostamente tem direito de dominação sobre a fêmea, a mulher.
Para Judith Butler (2003, p. 8), a heteronormatividade é a matriz base para o estabelecimento do poder e da naturalização dos corpos, gêneros e desejos.

O que é não-binário?

Pessoa cuja identidade de gênero ou expressão de gênero não está limitada às definições de masculino ou feminino. Algumas podem sentir que seu gênero está “em algum lugar entre homem e mulher” ou que é totalmente diferente dos dois pólos, ou seja, os gêneros não-binários que, além de transgredirem à imposição social dada no nascimento, ultrapassam os limites dos polos e se fixam ou fluem em diversos pontos da linha que os liga, ou mesmo se distanciam da mesma. Ou seja, indivíduos que não serão exclusiva e totalmente mulher ou exclusiva e totalmente homem, mas que irão permear em diferentes formas de neutralidade, ambiguidade, multiplicidade, parcialidade, ageneridade, outrogeneridade, fluidez em suas identificações.

Para exemplificar a multiplicidade das identidades não-binárias de gênero, podemos observar casos como (ESPECTOMETRIA não-binária, 2015):

#bigênero: pessoas que são totalmente de dois gêneros, sem que haja, entretanto, uma mescla bem delimitada entre os dois; qualquer combinação de gêneros é possível, não apenas a combinação feminino com masculino;

#agênero: identidade onde os indivíduos vivenciam ausência de gênero; tem sinônimos como não-gênero ou gendergless;

#demigênero: termo para vários gêneros onde pessoas leem suas identidades como sendo parcialmente femininas ou masculinas e parcialmente alguma identidade não-binária; ou ainda, parcialmente agênero e parcialmente alguma outra identidade não-binária; 

#pangênero: identidade que se refere a uma grande gama de gêneros que pode ultrapassar a finitude do que entendemos atualmente sobre gênero; e 

#gênero fluido: identidade de pessoas que possuirão o espectro de gêneros em constante mudança, não sendo restrito a dois gêneros apenas.

domingo, 12 de julho de 2020

Leonardo Netto em “3 maneiras de tocar no assunto: o homem com a pedra n...

DICA DE LIVRO: "3 Maneiras de tocar no assunto" do ator, diretor e dramaturgo Leonardo Netto.

"3 Maneiras de tocar no assunto
"3 Maneiras de tocar no assunto" é uma peça do ator, diretor e dramaturgo Leonardo Netto. O texto é uma descrição indignada e irônica sobre a homofobia estrutural de nossa sociedade. Dividida em três partes, a peça parte de um retrato da violência presente em nossas escolas, passa pela descrição em primeira pessoa da "rebelião de Stonewall", e ,culmina no Congresso Nacional.
O ator também lançou pela Livros Ilimitados a obra "A ordem natural das coisas", em 2018. SITE PARA COMPRAS:
https://livrosilimitados.loja2.com.br/9500613-3-Maneiras-de-tocar-no-assunto

CAMINHOS DO COCO



DANÇA DO COCO. 
Dança típica das regiões praieiras é conhecida em todo o Norte e Nordeste do Brasil. Alguns pesquisadores, no entanto, afirmam que ela nasceu nos engenhos, vindo depois para o litoral. A maioria dos folcloristas concorda, no entanto, que o coco teve origem no canto dos tiradores de coco, e que só depois se transformou em ritmo dançado. Há controvérsias, também, sobre qual o estado nordestino onde teria surgido, ficando Alagoas, Paraíba e Pernambuco como os prováveis donos do folguedo. O coco, de maneira geral, apresenta uma coreografia básica: os participantes formam filas ou rodas onde executam o sapateado característico, respondem o coco, trocam umbigadas entre si e com os pares vizinhos e batem palmas marcando o ritmo. É comum também a presença do mestre"cantadô" que puxa os cantos já conhecidos dos participantes ou de improviso. Pode ser dançado com ou sem calçados e não é preciso vestuário próprio. A dança tem influências dos bailados indígenas dos Tupis e também dos negros, nos batuques africanos. Apresenta, a exemplo de outras danças tipicamente brasileiras, uma grande variedade de formas, sendo as mais conhecidas o coco-de-amarração, coco-de-embolada, balamento epagode.

Baobá de Bruno Cezzá

sábado, 11 de julho de 2020

Corpos Vermelhos - Curta metragem (2019)

As barreiras para “sair do armário” na favela. Por Lia Soares

“A minha percepção sobre quem cresce dentro de uma favela sempre foi de muito receio sobre o que poderiam falar de mim ou como os episódios de violência poderiam se apresentar em meu cotidiano.”



Antes de iniciar qualquer tipo de debate nesta publicação, tenho como obrigação reforçar todo o meu agradecimento a Marsha P. Jhonson, Sylvia Rivera e a todos, todas e todxs que contribuíram para que nossas vozes fossem ouvidas, para que nossos corpos fossem respeitados e para que fôssemos livres para amar em uma sociedade que tem como luta a tentativa incansável de nos invalidar. Marsha foi uma travesti, preta e pobre que lutou contra a forma violenta que a polícia de Nova York agia contra comunidade LGBTQIA+ no dia 28 Junho de 1969, o que deu origem à conhecida Revolta de Stonewall e também ao hoje celebrado Mês do Orgulho LGBTQIA+

Trouxe para mesa em que começo a escrever sobre a comunidade LGBTQIA+ alguns exemplares de livros lidos por mim que abordam questões da militância de gênero, raça e classe, na tentativa de não errar ao dissertar sobre as vivências de corpos não normativos em zonas periféricas. As referências vão de Bell Hooks à Jaqueline Gomes de Jesus, mas acredito que assim como a linguagem acadêmica pode nos ajudar a compreender qual é o verdadeiro significado da palavra “representatividade” e sobre como ela pode ser fundamental para alcançar mudanças do caráter social dentro de um indivíduo, também acredito que ela pode nos afastar de um debate mais direto e sem policiamentos sobre corpos plurais e periféricos.

Dito isso, começo a recordar sobre a minha adolescência e sobre as formas e gestos que meus pais utilizavam para tentar reprimir, ou melhor, desmotivar qualquer tipo de exploração da minha vida sexual ou qualquer outro questionamento sobre gênero. Acredito que meus pais conversavam em segredo sobre os meus traços e trejeitos femininos que sempre foram apresentados de forma explícita dentro de casa e nas reuniões familiares.

De fato deve ter sido assustador ter que lidar com as suposições feitas sem a minha consultoria, já que a possibilidade de ter um filho “gay” era tratada como normal, mas a figura de uma “travesti” sempre foi tratada de forma abominável, e é até hoje.  

Quando a normatividade não está presente em nossos corpos, são muitos os desafios de quem cresce em um país que tem uma tradição judaico-cristã fortemente enraizada em sua cultura. Eu tenho 26 anos e quando comecei a fazer questionamentos sobre sexualidade e gênero durante a adolescência, percebi que sempre foi muito conflitante para nossos corpos a ideia de circular pela cidade, ainda mais em uma época em que debates sobre sexualidade e gênero não eram tão comuns e os exemplos de violências eram mostrados nos telejornais, por exemplo, o caso dos jovens (leia-se monstros) que agrediram um homem gay na Av. Paulista em 2010.

A minha percepção sobre quem cresce dentro de uma favela sempre foi de muito receio sobre o que poderiam falar de mim ou como os episódios de violência poderiam se apresentar em meu cotidiano. Lembro que durante o ginásio um grupo de meninos de um colégio próximo ao meu, foram de encontro a mim na porta do meu colégio e fizeram de forma super organizada uma fila indiana para que cada um tivesse “um momento de glória” em dar um tapa na minha cara. Naquele dia que eu pude perceber que as coisas não eram tão fáceis e comecei também a entender a dor que isso me causaria, principalmente ao ver algumas amigas chorando ao presenciarem aquele trágico momento, mas que nada podiam fazer.

Conversei com a Daiene Mendes, uma amiga jornalista e lésbica sobre quais foram as percepções dela durante o processo de se assumir como gay dentro de uma favela. Assim como eu, ela também cresceu dentro de uma igreja e foi naquele espaço que ela começou a perceber seus questionamentos. 

“A favela é um lugar que há mais igrejas que bocas de fumo, onde a igreja sempre foi referência de santidade, paz e comunhão, e é exatamente por isso que o desafio de ‘se assumir’ se apresenta de forma maior. A favela é um ambiente extremamente conservador, nossos familiares são pessoas extremamente conservadoras.” explica a jornalista.

Em 2018 eu já estava trabalhando com educação e tive uma breve passagem como educadora na EduCap, que é uma ONG com um projeto de acolhimento para adolescentes e jovens LGBTQIA+ no Complexo do Alemão. Foram incontáveis os relatos que ouvi sobre pais e mães que falavam abertamente para seus filhos que preferiam que o filho morresse ou que se tornasse “bandido” ao invés de ser gay ou qualquer outra coisa que estivesse ligada à sigla. Enquanto eu colhia depoimento desses adolescentes, era constante o meu desejo de saber quais eram os desafios que eles precisavam enfrentar só para se sentirem livres. Sem sombras de dúvidas, dividir minhas tardes com aquela galera me trazia também a noção de privilégio que eu tinha quando eu tentava fazer uma comparação com a minha vida. Ainda em conversa com a Daiene, alguns apontamentos feitos por ela desenham bem a forma em que o preconceito se mantém de forma rica e estrutural em áreas em que debates sobre sexualidade ainda estão se tornando frequentes.  

“Não sei se tem um desafio em específico, mas é desafiador se assumir gay em um lugar que tem todo esse cenário e contexto conservador, em que você é o indivíduo que acumula desigualdades. Você além de ser pobre, de ser negro, de viver na favela, você ainda é gay. Então, você acaba percebendo que tudo o que você é está dentro de um pacote em um sistema que até hoje coordenou muito bem ou muito mal essas relações, e que acabam motivando uma pessoa nesta condição a se silenciar.” completa Daiene. 

Paradoxalmente aos exemplos citados em minha experiência enriquecedora e problemática como educadora em um projeto social, também tenho como referências alguns amigos que cresceram dentro da favela e que se notaram e se afirmaram “plurais” cada um em seu momento. Quando pensei em começar a escrever sobre as barreiras que um corpo LGBTQIA+ precisaria enfrentar dentro de uma favela, logo me veio à memória o Augusto Malheiros, ou melhor, o “Guto”, que é um menino gay, periférico e que hoje trabalha como auxiliar administrativo e consultor de imagem. A relação familiar para muitos dos jovens que crescem em zonas mais periféricas tende a ser composta por relações não saudáveis e pela falta de apoio de familiares tóxicos, mas fugindo da regra, a relação de amizade entre mãe e filho foi fundamental para que o Guto conseguisse ocupar outros espaços.

“Minha mãe sempre foi muito minha parceira e um dos meus maiores receios era que ela mudasse a relação que tínhamos mas pelo contrário, nossa cumplicidade e parceria só aumentou. Hoje quando peço algum tipo de opinião a ela, é sempre expressada no sentido de que o que eu escolher, ela vai me apoiar independente de ela achar que pode ou não ser uma boa escolha.” relata Augusto (Guto).

Entendendo a favela como um lugar extremamente conservador e historicamente carente de políticas públicas para que o debate sobre outros corpos pudessem ser mais constantes, episódios de preconceito certamente fazem parte da rotina desses corpos que entendem desde muito novos que existir é sinônimo de resistir. A sensação de medo de sofrer algum tipo de agressão física dentro do espaço da favela nunca me foi relatada ou percebida, mas o silenciamento atrelado à agressões verbais sempre estiveram presentes. Aproveitei o tempo que tive de conversa com o Guto e perguntei como era a relação dele com o preconceito e como ele lida com isso.  

“Acredito que pessoas preconceituosas são nada mais que ignorantes, mas sempre que eu sofro algum tipo de preconceito de uma pessoa de idade, procuro não responder porque muitas vezes entendemos que foi um outro tempo e as pessoas eram conservadoras ao extremo, agora uma pessoa jovem que já tem acesso a todo tipo de informação vir com algum tipo de agressão vai haver uma resposta sim, porque o primordial para se ser respeitado é respeitar o próximo, não é? Já sofri agressão verbal, o que lá atrás me deixava bem chateado, mas hoje em dia eu já consigo levar tranquilamente, dependendo de como esteja sendo o meu dia.” desabafa.

Dentro da pluralidade de nossas vidas, as experiências de mundo também são diversas. Como mulher transsexual posso afirmar que antes da transição pude perceber que a homofobia pode ser também agressiva mesmo sem qualquer tipo de contato físico, através de comentários, repreensões e demandas de normatividade, afinal, tudo bem ser gay, mas não pode dar “pinta”, não pode ser afeminado.

Quando me vesti de coragem e decidi passar pela transição de gênero, eu sabia que não seria fácil, mas que também seria gratificante ver através do espelho a imagem que sempre sonhei de mim mesma. Dentro dessa mesma coragem, aprendi a lidar e a ler as outras formas de opressões que estão bem estruturadas em nossa sociedade. A transfobia, a homofobia e o sexismo (leia-se cissexismo) sempre serão os maiores monstros, ou melhor, as maiores barreiras para que consigamos nos afirmar como somos. Há muito debate pela frente e através da plataforma do Voz das Comunidades estarei trazendo histórias de pessoas que cresceram no espaço da favela e também sobre quais foram as formas que encontraram para derrubar essas barreiras e a resistir a qualquer tipo de opressão. Sejamos livres para ser e amar quem quer que seja.  

LINK: https://www.vozdascomunidades.com.br/colunas/opiniao/opiniao-as-barreiras-para-sair-do-armario-na-favela/

OPINIÃO | As barreiras para “sair do armário” na favela

Na Foto: Marsha P. Jhonson

Relatório do UNAIDS mostra que metas para 2020 não serão cumpridas; COVID-19 pode prejudicar resposta ao HIV.

Executive Director of UNAIDS Briefs Press on Annual UNAIDS Global Aids Update Report
Um novo relatório do UNAIDSintitulado Agarrar a oportunidade: enfrentando as desigualdades enraizadas para acabar com epidemias, mostra um progresso significativo, mas altamente desigual, principalmente na expansão do acesso à terapia antirretroviral. Como as conquistas não foram compartilhadas igualmente dentro dos países e entre eles, as metas globais de HIV estabelecidas para 2020 não serão alcançadas.

Quatorze países atingiram as metas de tratamento 90-90-90 (90% das pessoas que vivem com HIV conhecem seu estado sorológico positivo para o vírus; destas, 90% estão em tratamento antirretroviral; e destas, 90% têm carga viral suprimida). 

Milhões de vidas foram salvas e milhões de novas infecções por HIV foram evitadas graças ao aumento do acesso à terapia antirretroviral. No entanto, 690.000 pessoas morreram de doenças relacionadas à AIDS no ano passado e um terço (12,6 milhões) das 38 milhões de pessoas que vivem com HIV não tinham acesso ao tratamento capaz de salvar vidas.

O mundo está muito atrasado na prevenção de novas infecções por HIV. Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram infectadas com o vírus, mais de três vezes acima da meta global, que previa baixar as novas infecções para 500.000 até 2020.  Novas infecções por HIV aumentaram 22% no Oriente Médio e Norte da África e 21% na América Latina.

O relatório Agarrar a oportunidade mostra um progresso desigual, com muitas pessoas e populações vulneráveis deixadas para trás, como cerca de 62% das novas infecções por HIV ocorreram entre populações-chave e seus parceiros sexuais, incluindo gays e outros homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo, pessoas que usam drogas e pessoas privadas de liberdade.

O estigma contra pessoas vivendo com HIV ainda é comum: pelo menos 82 países criminalizam alguma forma de transmissão, exposição ou não divulgação do HIV.

A pandemia de COVID-19 impactou seriamente a resposta à AIDS e pode causar uma ruptura ainda maior. Uma interrupção completa de seis meses no tratamento do HIV pode causar mais de 500.000 mortes adicionais na África Subsaariana durante o próximo ano (2020-2021), trazendo a região de volta aos níveis de mortalidade por AIDS de 2008. 

O estigma, a discriminação e as desigualdades generalizadas são os principais obstáculos ao fim da AIDS. Saúde é um direito de todos. 

The United States Partners with the Kyrgyz Republic and the United ...

terça-feira, 7 de julho de 2020

I May Destroy You | Official Trailer | HBO

Nova série da HBO, 'I may destroy you' de Michaela Coel trata da dor de uma vítima de abuso sexual

Num bar londrino, um grupo de pessoas dança ao som de Flowers,
do grupo Sweet Female Attitude, um clássico UK garage do ano 2000.
Todos sabem a letra, saltam e divertem-se. Mas isto, que acontece no
primeiro episódio de I May Destroy You, não é somente um momento de celebração da vida.


Arabella, a protagonista desta série, uma produção conjunta da BBC e
da HBO, é uma escritora que fez sucesso com os seus pensamentos no
Twitter e depois os transformou em livro. Está sendo pressionada para
entregar um rascunho do segundo livro e, durante uma maratona de escrita
madrugada afora, decide ir ao encontro de amigos que estão num bar.


Depois disso, as memórias são difusas. Acorda, confusa, com uma
ferida na cabeça e sem saber o que aconteceu naquela noite, naquele bar,
naquele momento, à exceção de alguns flashes que lhe vêm à
cabeça esporadicamente, com a cara de alguém que poderá ou não ter
abusado sexualmente dela. Serão memórias reais? Será a sua imaginação?
Com o tempo, Arabella acaba por perceber que alguém lhe pôs algum tipo
de droga na bebida e que foi violada. Mas quem?


Texto e direção muito bem construídos. Mais uma vez, Michaela Coel nos abrilhanta com seu talento. Assistam, pessoal. 

segunda-feira, 6 de julho de 2020

VIDAS CINZAS

Amazon Prime Video: CINEMA DIVERSIDADE.

Cinema Diversidade é uma série documental formada por 10 episódios de 24 minutos. Cada episódio apresenta ao espectador um núcleo ou grupo de cineastas brasileiros, em atividade há no máximo 20 anos, e que possuem em comum a opção de trabalharem em seus filmes temáticas ligadas ao universo gay ou LGBT.