quarta-feira, 24 de junho de 2020

Tenho muito orgulho de ser quem eu sou. Vida a diversidade! Viva a Comunidade LGBTQIA+!




Olá a todxs.

Estamos no mês do Orgulho de ser uma Pessoa LGBTQIA+. Somos Lésbicas. Somos Gays. Somos Bissexuais. Somos Travestis. Somos Transexuais. Somos “Questioning”. Somos Intersexos. Somos Assexuais. Somos muitos mais.

Passamos por exclusões e expulsões, por considerarmo-nos e por nos considerarem vergonhosos, imorais e pecadores, inclusive chegando a nos matar – o homicídio  e o suicídio diário de pessoas LGBTQIA+. Na onda fascistoide brasileira, inúmeras ameaças têm se manifestado a partir de reações do ódio conservador de alguns membros de uma sociedade branca, hetero, cisgênera, machista, classista e racista.

Sou um homem negro gay.  No cenário do Brasil contemporâneo no qual o racismo - já presente nas vidas dos corpos negros por centenas de anos minando as nossas saúdes, principalmente a mental - explode a olhos vistos com o genocídio do povo negro ano a ano, com a pouca ou ausência de oportunidades, com a violência obstétrica, com o feminicídio, com o crescente número de pessoas negras privadas de liberdade e taxa de abandono escolar por pessoas negras, entre outras coisas. É preciso destruir as estruturas do racismo e para que tenhamos uma sociedade diversa com justiça social se torna imperativo que repensemos as nossas relações de existência, de reexistência e de resistência.  A atitude de se aquilombar de uma forma interseccional deve ser uma prática essencial para que tenhamos um movimento social forte e possamos lutar contra os apagamentos, contra as discriminações racista e LGBTfóbica constantes, inclusive dentro da própria comunidade LGBTQIA+. Tenho muito orgulho de ser o homem que me tornei e tenho me tornado ao longo dos anos. Sou quem eu sou: um homem negro gay.

Luto diariamente por uma sociedade inclusiva, diversa e justa socialmente. Estes movimentos pessoais e coletivos são inevitáveis. Viva a diversidade! Viva a Comunidade LGBTQIA+.


Orgulho não binário


Orgulho Intersexo

Orgulho Transgênero


Orgulho Bissexual


Orgulho Lésbico

Orgulho Homossexual


What is asexual? Here's the asexual spectrum, an asexual quiz ...

Orgulho Assexual


domingo, 21 de junho de 2020

Renan Quinalha, em seu novo canal no YouTube, responde 6 perguntas sobre criminalização da homofobia

Professor Doutor Renan Quinalha em seu canal no YouTube: Renan Quinalha
É advogado com formação em Direito e em Ciências Sociais na Universidade de São Paulo (USP), onde defendeu o Mestrado em Sociologia do Direito. É professor da Unifesp, doutor em Relações Internacionais, membro da diretoria do Grupo de Estudos sobre Internacionalização do Direito e Justiça de Transição (IDEJUST), do Conselho de Orientação Cultura do Memorial da Resistência, e foi assessor da Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”.
DITADURA E HOMOSSEXUALIDADES: REPRESSAO, RESISTENCIA E A BUSCA DA ...História do Movimento LGBT no Brasil | Amazon.com.brMargem Esquerda n° 33: Dossiê - Marxismo e lutas LGBT ...


segunda-feira, 15 de junho de 2020

Civil Rights Law Protects Gay, Lesbian and Transgender Workers, Supreme Court Rules

Today, the U.S. Supreme Court on Monday ruled that employment discrimination on the basis of sexual orientation or gender identity is prohibited under federal civil rights law.
"An employer who fires an individual for being homosexual or transgender fires that person for traits or actions it would not have questioned in members of a different sex. Sex plays a necessary and undisguisable role in the decision, exactly what Title VII forbids," wrote Justice Neil Gorsuch, a conservative appointed by President Donald Trump, in the majority opinion.
Title VII of the 1964 Civil Rights Act prohibits discrimination in the workplace on the basis of race, religion, national origin and sex. The court, by a vote of 6 to 3, with Chief Justice John Roberts joining Gorsuch and the court's liberal wing, said "sex" is a distinct characteristic but inseparable from the concepts of sexual orientation and gender identity.
This landmark ruling will extend protections to millions of workers nationwide and is a defeat for the Trump administration. It's a victory. 

É hoje. Conversa ao vivo com dois grandes estudiosos da História do Movimento LGBTQIA+.




domingo, 14 de junho de 2020

Justin Fashanu, jogador de futebol inglês, discriminação racial e homossexualidade.

RACISMO E HOMOFOBIA MATAM. 

Justin Fashanu  Foto: Getty Images.

Justin Fashanu, primeiro futebolista a assumir sua homossexualidade no campeonato inglês e o primeiro jogador negro a ganhar um milhão de libras numa transferência de clubes, entrou para o Hall da Fama do Museu do Futebol Nacional neste ano de 2020. Após sofrer racismo e homofobia, teve que mudar de país, sofreu inúmeras perseguições, retaliações e perseguições que culminaram com o seu suicídio em 1998 aos 37 anos, infelizmente. 
“Ser homossexual e ser uma figura pública é tão difícil.”, disse Justin na sua carta de suicídio.

Justin representa cada um de nós, pessoas negras, que sofremos no nosso cotidiano as opressões estruturais oriundas do racismo e da homofobia. Meus parabéns, Justin, pela coragem de você ser quem você quis ser. Tenho muito orgulho de você e de mim. Meu muito obrigado. 
Hoje, Amal Fashanu, sobrinha do futebolista, dirige a 
“The Justin Fashanu Foundation”, que combate a homofobia no esporte.
https://www.thejustinfashanufoundation.com/
Foto: Flickr/Alan Feebery.
OWDK4382

segunda-feira, 1 de junho de 2020

O genocídio contra o povo negro.

No Brasil, a cada 23 minutos, morre um jovem negro. George Floyd foi assassinado por um policial branco, um representante do Estado, assim como João de 14 anos e muitos outros no Rio de Janeiro. Uma chuva de protestos nos EUA. E no Brasil, a raiva e a indignação consideradas silenciosas por alguns. Assim como eles, estamos na 'quarentena', mas o genocídio contra o povo negro persiste. Um grave problema de Saúde Pública mundial não é, nem foi capaz de interromper os assassinatos. São centenas de anos de escravidão nas nossas costas. E por que não dizer também de neoescravidão?!. E o que nos faz permanecer tão calados, não colocarmos para fora em alto e bom som o Basta!, Basta!, como muitos nos acusam? Dizer que o povo negro não faz nada é negar a nossa própria História de luta, de resistência. No Brasil colonial, tivemos diversas formas de luta dos escravos brasileiros como: a) a revolta organizada, pela tomada do poder político, que encontrou sua expressão mais visível nos levantes dos negros malês (muçulmanos) na Bahia, entre 1807 e 1835; b) a insurreição armada, especialmente no caso de Manuel Balaio (1839) no Maranhão; c) a fuga para o mato, de que resultaram os quilombos, tão bem exemplificados por Palmares. Foram movimentos rebeldes dos escravos, a quilombagem no Brasil.Outras formas de luta, de resistência também foram usadas, como o assassinato dos senhores, dos feitores, dos capitães-do-mato, o suicídio, as fugas individuais, guerrilhas. Compreender a ação política e social da população negra ao longo da história do nosso país é importante, assim como as práticas e lutas políticas do período pós-abolição até os dias atuais, como o Movimento das Mulheres Negras na década de 80. Nos últimos 14 anos, inúmeros movimentos de resistência nas comunidades mais pobres, principalmente relacionados à conscientização e à luta contra um Estado opressor e negligente têm ocorrido. Resistir e lutar é preciso. 
Meus irmãos, minhas irmãs, é preciso mudar as estruturas que sustentam o racismo. Se não o fizermos, permaneceremos nas inúmeras senzalas, sendo "a carne mais barata do mercado", como diz a canção. VIDAS NEGRAS IMPORTAM. NÃO EXISTE SAÚDE COM RACISMO.