quinta-feira, 18 de agosto de 2022

MONKEYPOX: Como uma pessoa pode diminuir seu risco durante o sexo? PROTEJAM-SE.


Monkeypox não é considerada uma doença sexualmente transmissível, mas muitas vezes é transmitida através de contato físico próximo e sustentado, que pode incluir contato sexual.


Converse com seu parceiro sobre quaisquer sintomas de varíola e esteja ciente de qualquer erupção ou lesão nova ou inexplicável em qualquer um de seus corpos, incluindo boca, genitais (pênis, testículos, vulva ou vagina) ou ânus (bumbum). Se você ou seu parceiro tiver ou teve recentemente sintomas de varíola, ou se tiver uma erupção cutânea nova ou inexplicável em qualquer parte do corpo, não faça sexo e consulte um profissional de saúde. Em alguns casos, os sintomas podem ser leves e algumas pessoas podem nem saber que têm varíola dos macacos.


Se você ou um parceiro tem varicela ou pensa que pode ter varicela, a melhor maneira de proteger a si e aos outros é evitar sexo de qualquer tipo (oral, anal, vaginal) e  de se beijar ou tocar o corpo um do outro – enquanto estiver doente. Especialmente evite tocar em qualquer erupção cutânea. Não compartilhe coisas como toalhas, equipamentos de fetiche, brinquedos sexuais e escovas de dentes.


Mesmo se você se sentir bem, aqui estão algumas maneiras de reduzir suas chances de ser exposto à varíola se você for sexualmente ativo:

1. Faça uma pausa temporária nas atividades que aumentam a exposição à varíola dos macacos até duas semanas após a segunda dose (caso tenha sido vacinado). Isso reduzirá muito seu risco.

2. Limite o número de parceiros sexuais para reduzir a probabilidade de exposição.

3. Espaços como quartos escuros (dark rooms), saunas, clubes de sexo ou festas de sexo públicas e privadas, onde ocorre contato sexual íntimo, muitas vezes anônimo, com vários parceiros - são mais propensos a espalhar a varíola.

4. Preservativos (látex ou poliuretano) podem proteger seu ânus (bumbum), boca, pênis ou vagina da exposição à varíola. No entanto, os preservativos sozinhos podem não prevenir todas as exposições à varíola dos macacos, uma vez que a erupção pode ocorrer em outras partes do corpo.

5. Luvas (látex, poliuretano ou nitrila) também podem reduzir a possibilidade de exposição ao inserir dedos ou mãos na vagina ou no ânus. As luvas devem cobrir toda a pele exposta e ser removidas com cuidado para evitar tocar na superfície externa.

6. Evite beijar ou trocar saliva, pois a varíola pode se espalhar dessa maneira.

7. Masturbar-se juntos à distância sem tocar um no outro e sem tocar em nenhuma erupção cutânea.

8. Faça sexo virtual sem contato pessoal.

9. Considere fazer sexo com suas roupas ou cobrindo áreas onde a erupção está presente, reduzindo o máximo possível o contato pele a pele. Equipamentos de couro ou látex também fornecem uma barreira ao contato pele a pele; apenas certifique-se de trocar ou limpar a roupa/equipamento entre os parceiros e após o uso.

10. Esteja ciente de que a varíola dos macacos também pode se espalhar através de secreções respiratórias com contato próximo e cara a cara.

11. Lembre-se de lavar as mãos, equipamentos de fetiche, brinquedos sexuais e qualquer tecido (roupa de cama, toalhas, roupas) depois de fazer sexo. 









domingo, 31 de julho de 2022

QUALQUER PESSOA PODE SE INFECTAR PELO VÍRUS DA VARÍOLA DOS MACACOS! Contra a estigmatização da homossexualidade, da bissexualidade e dos trabalhadores do sexo.

 

Manchete de Jornal nos anos 80

Fonte: G1


No dia 27 de julho , Tedros Adhanom Ghebreyesus,  diretor da Organização Mundial de Saúde (OMS) aconselhou, que homens que fazem sexo com homens – como gays, bissexuais e trabalhadores do sexo – reduzam, neste momento, o número de parceiros sexuais para diminuir o risco de exposição à varíola dos macacos (monkeypox). 
Embora seja uma questão de saúde urgente e prioritária, mais uma vez, como na década de 80 durante o início da epidemia de HIV/AIDS, observamos as arenas de  entrecruzamentos de discursos sobre os sujeitos contextualmente destoantes às expectativas quanto à sexualidade. Mesmo que esse discurso aparentemente se inscreva exclusivamente à tentativa de prevenção de doenças, ele também articula e produz normas, subjetividades, supostas identidades, contribuindo para o estigma e discriminação contra “Gay” e “HSH” (Homens que fazem Sexo com Homens), assim como prejudica os esforços no enfrentamento da infecção pelo vírus da varíola do macaco, já precarizado pelo governo brasileiro. Faltam campanhas, faltam vacinas, faltam pronunciamentos de autoridades públicas, etc.
É preciso denunciar discursos historicamente apontados como responsáveis pela condição de estigma, e portanto de vulnerabilidade, das experiências das homossexualidades masculinas, dos bissexuais e trabalhadores do sexo. O discurso de culpabilidade, que tanto fundamentou o pânico moral nos anos 80, volta à tona (será que em algum momento ele deixou de se fazer presente?). 

quinta-feira, 28 de julho de 2022

O que você precisa saber sobre a varíola dos macacos?


No dia 23 de julho de 2022, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que o surto de varíola dos macacos (monkeypox) configura uma emergência global de saúde, definida como um "evento extraordinário que constitui um risco à saúde pública para outros Estados por meio da disseminação internacional de doenças e potencialmente exige uma resposta internacional coordenada". A declaração de emergência serve para atrair mais recursos globais e aumentar a atenção para o surto, que exige uma resposta global coordenada entre as nações para impedir que a doença se espalhe para mais países.

A doença é considerada uma zoonose viral (o vírus é transmitido aos seres humanos a partir de animais) com sintomas muito semelhantes aos observados em pacientes com varíola, embora seja clinicamente menos grave. O período de incubação da varíola dos macacos é geralmente de seis a 13 dias, mas pode variar de cinco a 21 dias, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Com a disseminação do vírus,  a OMS também vai propor a mudança do nome da doença já que não são os macacos os animais conhecidos por serem vetores: a principal suspeita é de que os hospedeiros do vírus sejam majoritariamente roedores silvestres africanos – ratos e esquilos das florestas ainda pouco conhecidos. A transmissão é de pessoa para pessoa. A origem do nome se deu pela descoberta do vírus em laboratório, a partir de um macaco contaminado, na década de 50. O macaco não tem nada a ver com isso

Segundo dados do Ministério da Saúde, em 26/07, o Brasil já registra 813 casos confirmados de varíola dos macacos. O número representa um aumento de 33% em comparação com os dados do dia 22/07, quando havia 607 diagnósticos confirmados em todo o país. O Estado do Rio de Janeiro confirmou 115 casos de varíola dos macacos - 108 deles na Região Metropolitana - em 26/07.




  • Quais são os sintomas?

  • Dor de cabeça

  • Feridas na pele

  • Febre e calafrios

  • Esgotamento

  • Gânglios linfáticos inflamados

  • Dores musculares


  •    Transmissão da varíola dos macacos

  1. Por contato com o vírus – com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. 


  1. De pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. Ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.


  1. Por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis;


  1. Da mãe para o feto através da placenta;


  1. Da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele;


  1. Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.


  • Como é feito o diagnóstico da varíola dos macacos? 


  1. O diagnóstico clínico, baseado em sinais, sintomas e história, pode ser facilmente confundido com outras condições, como catapora ou molusco contagioso. 


  1. O diagnóstico definitivo requer teste de laboratório específico, o PCR, que detecta o vírus nas lesões de pele, mas essa ferramenta não está disponível em laboratórios clínicos. 


  • Como pode ser tratado? 


  1. De modo geral, nos casos leves, a infecção passa por conta própria, ou seja,  o próprio sistema imunológico é capaz de eliminar o vírus e o paciente ficar completamente curado, sem intervenção alguma.

 

  1. A melhor forma de prevenir surtos é com a vacinação: a vacina da varíola é capaz de prevenir a ampla maioria dos casos de varíola dos macacos, ainda não disponível no Brasil para imunização da população.

 

  1. Em situações muito restritas, as drogas antivirais também podem ser utilizadas, por recomendação médica. Contudo, nenhum desses fármacos foi estudado ou utilizado em áreas endêmicas para tratar a varíola do macaco.

 

É essencial controlar e quebrar as cadeias de transmissão por meio da identificação de casos, com orientação de isolamento, a fim de se reduzir o número total de infectados.


FONTE: CDC, OMS, Ministério da Saúde. 


quarta-feira, 15 de junho de 2022

Abertura do VII DIGO Festival de Cinema Internacional da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás. HOJE, DIA 15 DE JUNHO.

DIGO começa nesta quarta (15) 

O 7º Festival Internacional de Cinema da Diversidade Sexual e de Gênero de Goiás acontece de modo online, do dia 15 ao dia 30 de junho. No dia 29, o público vai poder assistir, presencialmente, ao “Cabaré das Divas” – um show de drags e homenagens, no Goiânia Ouro, às 20h, com entrada gratuita. A abertura do festival ocorre às 20h, desta quarta-feira (15/06), por meio de live no Facebook e Youtube do festival, com os realizadores dos filmes.
Nos 15 dias de festival, os amantes do cinema LGBTI+, vão poder conferir 46 filmes selecionados pela curadoria. Eles estão distribuídos em sete mostras competitivas: Nacional, Goiana, Suzy Capó, Infância Queer, Longa, Digo Animação e Internacional. Os curtas vão estar disponíveis para o público assistir e votar no site do DIGO (www.digofestival.com.br) e os longas pelo Cinebrac (www.cinebrac.com.br). Dentre eles, o filme francês “Amanhecer em Paris”, dirigido por Antony Hickling, que estreia no país.
O DIGO é uma realização da Cristos Produções, que teve o projeto contemplado pelo Edital de Festivais e eventos de arte Aldir Blanc - Concurso 19/2021 SECULT/ Goiás- Secretaria de Cultura, Governo de Goiás. Nesta 7ª edição, os cinco filmes selecionados da categoria “Nacional” e os dez curtas da “Goiana” ganharam, cada um deles R$ 2.000. Os filmes goianos ainda vão concorrer a mais R$ 3.000 como: “Melhor Curta”, na visão do público e do júri técnico. Os melhores filmes vão ser exibidos por mais 30 dias, na plataforma de streaming Cinebrac.

sexta-feira, 10 de junho de 2022

Mês do Orgulho LGBTQIA +. É preciso racializar as questões da comunidade.

Junho é o Mês do Orgulho da Comunidade LGBTQIA + no mundo inteiro. Desde os acontecimentos em Stonewall Inn, protagonizado por pessoas trans, pretas e latino-americanas -  como Marsha P. Johnson e Sylvia Rivera, papéis fundamentais só reconhecidos nos últimos anos, esse Mês tem sido para demarcar a luta das existências não-normativas por uma vida digna, pelo direito de existir sem as violências estruturais. Diversidade é uma regra na natureza. 

Historicamente, pessoas LGBT+ têm sido submetidas a sanções sociais e assédio legal devido à orientação sexual, criminalizada sob pretextos de religião e moralidade. Na década de 1960, a homossexualidade foi classificada clinicamente como um transtorno mental. Foi só em 17 de maio de 1990 que a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde (CID), sendo importante frisar que, apesar dessa resolução internacional, cada país e cultura tem tratado a questão da homossexualidade de maneira diferente. O Brasil, por exemplo, por meio do Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a orientação sexual como doença ainda em 1985, antes mesmo da resolução da OMS.

Décadas depois, os acontecimentos no Stonewall Inn são vistos como um momento decisivo e fundador do movimento pelos direitos dos homossexuais — um movimento que garantiu o reconhecimento generalizado dos direitos civis LGBT+ nos Estados Unidos (resistências e retrocessos têm ocorrido) e desencadeou outros movimentos de luta por direitos no mundo. No Brasil, em 19 de agosto de 1983, um protesto que ocorreria em um bar frequentado por mulheres lésbicas em São Paulo, o Ferros's Bar, ganharia o nome de "O pequeno Stonewall Inn" brasileiro. 

No Brasil, as pautas gerais do movimento não contemplam a população LBGT+ preta. Ainda temos que lutar para sobreviver. Temos um Estado negligente e violento no qual existe um padrão de violações sistemáticas que nos exclui do acesso à educação, à saúde e ao mercado formal de trabalho, principalmente para as pessoas trans. É preciso racializar a discussão e se atentar às necessidades das outras pessoas da comunidade, como as lésbicas, as travestis e transexuais e os bissexuais. Abandonar o GGGcentrismo é necessário. 

Pessoas da comunidade LGBT+, continuemos a lutar para existirmos e reexistirmos numa sociedade que nos nega a todo o momento o direito de existir. Viva a Diversidade! 





ARRESTED MOVIMENT: DO YOU LOVE YOURSELF?

Arrested Movement is an inclusive portrait series and awareness initiative celebrating and promoting positive body image for men.

terça-feira, 19 de abril de 2022

Pelos Direitos Indígenas do Brasil. O genocídio persiste. Denunciem!

No Brasil, o dia 19 de abril é considerado o Dia dos Povos Indígenas, os primeiros habitantes do Brasil, os quais não têm tido seus direitos respeitados pelo Estado brasileiro, principalmente no atual desgoverno genocida. Garimpeiros, madeireiros e fazendeiros têm explorado irregularmente os recursos desses povos. É preciso denunciar cada ato criminoso, seja do Estado, seja do cidadão comum. Vivam os Povos Indígenas!

segunda-feira, 21 de março de 2022

The International Day for the Elimination of Racial Discrimination.

The International Day for the Elimination of Racial Discrimination is observed annually on 21 March. On that day, in 1960, police opened fire at a peaceful demonstration in Sharpeville, South Africa, against the apartheid pass laws; 69 people were killed, and 180 were injured. Proclaiming the day in 1966, the United Nations General Assembly called on the international community to redouble its efforts to eliminate all forms of racial discrimination.

terça-feira, 8 de março de 2022

Dia 8 de março, Dia Internacional das Mulheres. Tempo de celebrar, Tempo de protestar. A luta continua.

Mundialmente, o dia 8 de março é considerado o Dia Internacional das Mulheres. Um dia que surgiu no movimento operário e que se tornou um evento anual reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1975. Redução das jornadas de trabalho, direito ao voto e salários melhores foram as pautas iniciais. 

Atualmente, estamos vivendo em tempos de guerra, seja sanitária, seja político-econômica, o que tem demandado grandes esforços nos movimentos que atuam com as políticas de grupos sociais vulneráveis num cenário de injustiças sociais no qual esses grupos são constantemente sucateados e colocados literalmente à margem. 

O mundo vem passando por mudanças que têm transformado a sociedade com a perda da força de muitos dos conceitos moralistas, machistas e sexistas. No Brasil, o contexto patriarcal marca a história e cultura do passado e do presente: dados mostram que a violência contra as mulheres cresceu durante a pandemia. No entanto, enquanto a violência contra a mulher negra acompanhou esse crescimento, a violência contra a mulher branca apresentou uma queda. Uma pesquisa do IPEA mostra que 61% das vítimas de feminicídio são negras, ou seja, ser mulher negra no Brasil é uma luta ainda mais árdua por identidade, por direitos, pelo lugar de fala, por sobrevivência. Como disse Lélia Gonzalez (1985): A dominação e objetificação das mulheres negras brasileiras advém de lugares social e historicamente definidos, posto que os ranços da colonização lhes apregoaram uma condição de subalternidade e o consequente sexismo.

Num momento em que as conquistas sociais estão sendo sistematicamente subtraídas e em constante ameaça de subtrações e retrocessos, é tempo de valorizar a memória de lutas de mulheres negras, visando fortalecê-las na atualidade, com o resgate histórico, partilhando conhecimentos e inspiração, rumo a uma sociedade mais igualitária, democrática e antirracista. 

Tambem se faz importante lembrar das mulheres indígenas e das mulheres trans porque essas sofrem constantemente pela violência, inclusive com repercussões nas suas expectativas de vida: mulheres trans tem uma expectativa de vida de menos de 35 anos. 

O racismo estrutural e estruturante adoece e mata! A transfobia adoece e mata! O patriarcado e o machismo adoecem e matam! 

Vivam as Mulheres do Mundo. É tempo de celebrar, é tempo de protestar, é tempo de continuar a luta por direitos, principalmente o direito de viver livre e dignamente. 

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sábado, 26 de fevereiro de 2022

Travesti não é brincadeira! Respeito é bom e ELAS gostam. Vivam AS TRAVESTIS.

As travestis vivem o masculino e o feminino ao mesmo tempo. Essa possibilidade de transitar entre os dois gêneros escapa aos regimes de verdade instituídos socialmente, ou seja, as convenções que produzem e reafirmam a heteronormatividade e instituem modos de ser, ou se é mulher, e se pertence ao universo feminino, ou se é homem e se pertence ao universo masculino. As travestis rompem as fronteiras de gêneros, desconstroem as normatividades, instituindo outros modos de subjetivação.

Embora transexuais e travestis sejam relacionadas à abjeção e tenham, nesse sentido, sofrido com atos de repúdio, com distintas formas de preconceito – nos diferentes âmbitos e instâncias sociais –, elas têm travado lutas diárias pela visibilidade e pelo respeito, pelo reconhecimento enquanto sujeitos de direitos. Dessa forma, “de um corpo despotencializado e fraco surge um corpo empoderado e forte, guerreiro e reivindicador de direitos” (PERES, 2013). Muitas/os travestis e transexuais lutam pela promoção de políticas públicas que as/os defendam; buscam desconstruir o processo de patologização com relação à transexualidade e os discursos que as associam à doença, ao pecado etc, resistindo aos processos de hierarquização e normalização.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Skater Timothy LeDuc: First non-binary athlete to compete in Winter Olympics.

US skater Timothy LeDuc will become the first non-binary athlete to participate in a Winter Olympics when he takes to the ice with partner Ashley Cain-Gribble on that competition as new guidelines aim to make future Games more inclusive for trans athletes.                                      New diversity guidelines announced by the International Olympic Committee (IOC) in November also aim to make the Games more inclusive by ending reliance on testosterone levels to decide which athletes are eligible to compete in male or female events.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

CHILDHOOD CANCER.

The likelihood of surviving a diagnosis of #ChildhoodCancer changes depending on the country in which the child lives:
🔸 In high-income countries: more than 80% of children with #cancer are cured
Vs
🔸 In low- and middle-income countries: less than 30% are cured.

domingo, 13 de fevereiro de 2022

A Sífilis tem cura. Façam o teste. É seguro, rápido e gratuito. Procurem uma Unidade de Saúde mais próxima.

No dia de hoje, tive a possibilidade de visitar a exposição "Sífilis: História,  Ciência e Arte" no Centro Cultural do Paço Imperial no Rio de Janeiro cujo objetivo é difundir conhecimento sobre a doença pelo viés da educação em saúde.  Nela o visitante é estimulado a não só conhecer mais sobre a história da doença,  mas a adotar medidas de prevenção e controle da infecção. A mostra fornece um panorama sobre a Sífilis reunindo documentos,  dados epidemiológicos importantes, reproduções de obras de arte e objetos, como as do pintor Edvard Munch, entre outras coisas. É uma belíssima exposição. Vale muito a pena prestigiar e se educar nessa importante ação de educação em saúde. Viva a Ciência!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Dia 29 de Janeiro, Dia Nacional de Visibilidade Trans. Contra a transfobia a nossa luta é todo dia.


No Brasil, no dia 29 de Janeiro, é celebrado o Dia Nacional de Visibilidade Trans, porém a transfobia ainda impera nesse Brasil do ano de 2022. Infelizmente, os corpos das pessoas trans são mais vulneráveis a sofrer todos os tipos de violência, seja pela sociedade, seja pelo Estado, ambos têm como referenciais a lógica da cisheteronormatividade. 

O Estado Brasileiro é historicamente marcado pela violação dos direitos humanos, sociais e políticos das pessoas trans. Segundo a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA),   em seu Dossiê Assassinatos e violências contra travestis e transexuais brasileiras em 2021, ocorreram pelo menos 140 (cento de quarenta) assassinatos de pessoas trans, sendo 135 (cento e trinta e cinco) travestis e mulheres transexuais, e 05 (cinco) casos de homens trans e pessoas transmasculinas. O ano de 2021 revelou ainda um aumento de 141% em relação a 2008, o ano que a ONG Transgender Europe (TGEU) inicia o monitoramento global e que apresentou o número mais baixo de casos relatados, saindo de 58 assassinatos em 2008 para 140 em 2021. 

Precisamos mudar essa nefasta realidade! É fundamental que tenhamos um Estado cujo papel seja o de promover o exercício pleno da cidadania por meio da educação para a inclusão de todas as pessoas, assim como políticas públicas que valorizem o respeito às diferenças humanas, campanhas destinadas à promoção da diversidade sexual e o enfrentamento à discriminação transfóbica.

Vidas de pessoas trans importam! Seja um aliado, uma aliada, aliade de pessoas trans sem inviabilizar e protagonizar seu papel.