Trata-se de um blog voltado para a promoção da saúde de gays, lésbicas, bissexuais, transexuais, 'questioning' e interssexo. Por uma Diversidade na Comunidade, Por uma Diversidade Inclusiva na Sociedade, Por Justiça Social.
domingo, 17 de setembro de 2023
sábado, 16 de setembro de 2023
terça-feira, 8 de agosto de 2023
O assassinato de crianças e adolescentes negros é um projeto político.
Foto de topo: Mídia Ninja
Hoje estava a pensar no assassinato de um menino negro de 13 anos na cidade do Rio após uma incursão da polícia militar na cidade de Deus. Com esta morte evitável, chega a 21 o número de menores de idade mortos em operações policiais no Rio de Janeiro durante o ano de 2023. Triste e lamentável.
Quase 90% das crianças e adolescentes assassinados no Rio são negras ou pardas. De 2018 a 2020 cerca de 2.200 crianças e adolescentes perderam a vida pela ação de agentes públicos de segurança no país, sendo o Rio de Janeiro responsável por 13,1% dessas mortes. De acordo o Instituto de Segurança Pública (ISP), no ano de 2020, 56 pessoas, entre 0 e 17 anos, foram mortas em confrontos diretos em todo o estado. Desse total, 87,5% das crianças ou adolescentes assassinadas eram negros ou pardos. De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança, em 2019 o Rio de Janeiro teve 269 crianças e adolescentes mortos pela polícia, sendo responsável sozinho por 40% do total de casos no país. Dentre esses registros no estado, 86% das vítimas eram negras.
Foto: Rithyele Dantas
O assassinato de crianças e adolescentes negros é um projeto político historicamente implantado pelo Estado Brasileiro nos diferentes níveis desde a colonização. A necropolítica de origem estatal tem provocado o aumento no número de jovens negros mortos conforme o tempo, já que em 2009 era 71% e em 2019 esse número aumentou para 81%.
Fonte da imagem: www.acrítica.netAlgumas reflexões ficam a martelar na minha cabeça: Até quando a sociedade brasileira será seletiva? Esperança para quais crianças? Quais vidas importam neste país? Precisamos refletir, pessoas. Não existe um futuro digno no país com a negligência da infância e da adolescência. Meus sentimentos à família, aos amigos e amigas, à Humanidade.
Cada criança, cada adolescente negro que se vai, é um pedaço de nós, Humanidade, que se vai também. Quem são os humanos para vocês? Que vidas são passíveis de serem vividas dignamente no Brasil?
Fonte da imagem: Jornal O DIA.segunda-feira, 24 de julho de 2023
25 de julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha, Dia de Tereza de Benguela.
Dia Nacional deTereza de Benguela e da Mulher Negra
O Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha é celebrado em 25 de julho. Esta data tem como objetivo destacar e homenagear as contribuições, as lutas e a resistência das mulheres negras, latinas e caribenhas em todo o mundo.
A escolha do dia 25 de julho para essa comemoração está relacionada ao histórico Encontro de Mulheres Afro-Latinas e Afro-Caribenhas, que ocorreu nessa data em 1992, na República Dominicana. Nesse encontro, mulheres de diversas origens, etnias e países se reuniram para discutir questões que afetam suas comunidades e para fortalecer a união em prol da igualdade de gênero e da valorização da identidade e cultura afrodescendentes.
A celebração do Dia Internacional da Mulher Negra, Latina e Caribenha é uma oportunidade de ampliar a visibilidade e o reconhecimento das lutas específicas que essas mulheres enfrentam, incluindo discriminação racial, machismo, desigualdades sociais e falta de representação. É também uma oportunidade para promover a conscientização e a valorização da diversidade e riqueza cultural dessas comunidades.
Neste dia, diversas atividades são realizadas em diferentes lugares do mundo, como conferências, mesas-redondas, manifestações, shows culturais, exposições de arte e outras iniciativas que buscam dar voz e espaço para as experiências e demandas das mulheres negras, latinas e caribenhas. Além disso, é uma oportunidade para reforçar o compromisso com a luta pela igualdade de gênero e pelo respeito aos direitos humanos de todas as mulheres, independentemente de sua origem étnica ou cultural.
De acordo com um relatório da Anistia Internacional, mulheres negras representam 62% das vítimas de feminicídio no Brasil. O Anuário Brasileiro de Segurança Pública divulgado em 2022 também mostrou que 62% das vítimas de feminicídio no Brasil são negras. A violência contra mulheres negras é um problema grave no país e precisa ser combatido, assim como reforçar a importância de ampliar e fortalecer as ações de enfrentamento a todas as formas de feminicídio, a partir de ações governamentais integradas e intersetoriais, de forma a combater e prevenir as mortes violentas de mulheres por razões da condição do sexo feminino (por razões de gênero).
VIVAM AS MULHERES NEGRAS! VIVA TEREZA DE BENGUELA!
quarta-feira, 28 de junho de 2023
quinta-feira, 15 de junho de 2023
sexta-feira, 2 de junho de 2023
quinta-feira, 25 de maio de 2023
Ásia e África são os continentes onde predominam a criminalização contra as pessoas LGBT+.
67
jurisdições criminalizam a atividade sexual privada, consensual e entre pessoas do mesmo sexo. A maioria dessas jurisdições criminaliza explicitamente o sexo entre homens por meio de leis de "sodomia", "corrupção" e "crimes não naturais". Quase metade delas são jurisdições da Commonwealth.
41
países criminalizam a atividade sexual privada e consensual entre mulheres usando leis contra "lesbianismo", "relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo" e "indecência grosseira". Mesmo em jurisdições que não criminalizam explicitamente as mulheres, as lésbicas e as mulheres bissexuais têm sido submetidas à prisão ou à ameaça de prisão.
11
países têm jurisdições nas quais a pena de morte é imposta ou, pelo menos, uma possibilidade de atividade sexual privada e consensual entre pessoas do mesmo sexo. Pelo menos 6 desses países aplicam a pena de morte - Irã, Norte da Nigéria, Arábia Saudita, Somália e Iêmen - e a pena de morte é uma possibilidade legal no Afeganistão, Brunei, Mauritânia, Paquistão, Catar e Emirados Árabes Unidos.
14
países criminalizam a identidade e/ou expressão de gênero de pessoas transgênero, usando as chamadas leis de "travestismo", "personificação" e "disfarce". Em muitos outros países, os transgêneros são alvo de uma série de leis que criminalizam a atividade entre pessoas do mesmo sexo e a vadiagem, o vandalismo e os crimes contra a ordem pública.
A CONCRETIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS PARA AS PESSOAS LGBTQIAP+ CONTRIBUI PARA A CONSOLIDAÇÃO DE UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA E IGUALITÁRIA.
quarta-feira, 17 de maio de 2023
segunda-feira, 15 de maio de 2023
segunda-feira, 1 de maio de 2023
sexta-feira, 7 de abril de 2023
O que é saúde? Do que você precisa para ter saúde?
terça-feira, 21 de março de 2023
sábado, 18 de março de 2023
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2023
sexta-feira, 27 de janeiro de 2023
29 de janeiro é Dia Nacional da Visibilidade Trans. Respeito e Dignidade às pessoas transexuais, travestis e transgêneros!
A comunidade LGBT – lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, também chamada de minorias sexuais, representa uma população crescente e subatendida nas suas necessidades de saúde. A invisibilidade da diversidade de gênero no cuidado em saúde permanece como uma ameaça ao direito à saúde, um direito fundamental do ser humano.
Pessoas transgêneras são definidas de acordo com sua apresentação e identidade de gênero. Este grupo compreende indivíduos cuja identidade de gênero difere do sexo originalmente assinalado ao nascimento ou cuja expressão de gênero varia significantemente daquele tradicionalmente associado com o sexo típico designado ao nascimento (i.e., pessoas identificadas como masculino ao nascimento que subsequentemente se identifica como feminino, e pessoas identificadas como feminina ao nascimento que posteriormente se identifica como masculino), bem como outros indivíduos que variam ou rejeitam as conceitualizações culturais tradicionais de gênero em termos da dicotomia masculino-feminino, sendo diversa na sua orientação sexual, expressão e identidade de gênero. Alguns indivíduos transgêneros realizam intervenções médicas para alterar sua fisiologia e anatomia sexuais, outros desejam realizar estes procedimentos no futuro, e ainda há aqueles que não. Pessoas transgêneros podem ser heterossexual, homossexual ou bissexual na sua orientação sexual.
Aproximadamente 75% dos indivíduos transgêneros têm o início da sua identificação com o sexo oposto na infância precoce, enquanto 25% dos pacientes descobrem sua identidade na vida tardia.
É importante lembrar que ainda persiste a psiquiatrização da transexualidade ou a transpatologização, o que torna obrigatório a obtenção de um laudo psiquiátrico para uma pessoa trans se dizer quem é, deslegitimando sua autonomia.
Inúmeros estudos têm identificado alta carga de iniquidades em saúde, comumente relatando saúde geral pobre, como exames Papanicolau anormais, infecções sexualmente transmissíveis, infecção pelos vírus das hepatites B ou C, asma, uso de drogas ilícitas, dependência de nicotina, violência, uso abusivo de álcool, transtorno do estresse pós-traumático, entre outros.
A experiência transexual nos remete para um campo de reflexão cheio de questões complexas, e aqui discutir a efetividade de políticas públicas se impõe, bem como uma análise crítica de tais propostas. Promover a inclusão social de grandes parcelas marginalizadas da população é um grande desafio para os gestores quando se formulam políticas públicas.

A população LGBT – lésbicas, gays, bissexuais e transexuais – é vulnerável quanto ao atendimento de seus direitos humanos, incluindo o acesso aos serviços públicos de saúde, sendo necessário perceber as barreiras e as dificuldades que pessoas LGBT encontram na área da saúde.
A marginalização social das pessoas trans sob a forma da transfobia, ou seja, a experiência da discriminação baseada numa identidade ou expressão de gênero que varia com o sexo designado ao nascimento, também constitui uma barreira ao acesso aos cuidados médicos, tanto nos cuidados primários quanto nas especialidades, como saúde mental.
A TRANSFOBIA ADOECE E MATA! LEVANTE-SE PELO FIM DA TRANSFOBIA!
domingo, 15 de janeiro de 2023
sábado, 24 de dezembro de 2022
quinta-feira, 1 de dezembro de 2022
Dia Mundial de Luta Contra a Aids no Brasil: conquistas e velhos e novos desafios para enfrentarmos enquanto coletividade. Testem-se.
No Brasil, a cada hora, ao menos cinco pessoas foram infectadas pelo HIV em 2021. Segundo estimativa da ONU, ao longo do ano passado o Brasil teve 50 mil novos casos, o que fez o país chegar à marca de 960 mil pessoas vivendo com HIV. A AIDS afeta desproporcionalmente pessoas negras, homens que fazem sexo com homens, usuários de drogas e mulheres trans, como mostra o relatório anual do UNAIDS.
Em 2021, foram 650 mil mortos em decorrência da AIDS no mundo, 13 mil deles no Brasil. No Brasil, 694 mil pessoas estão em tratamento contra o HIV. No ano passado, 45 mil novos pacientes iniciaram a chamada terapia antirretroviral. De acordo com o Ministério da Saúde, os números representam cobertura de 81% das pessoas diagnosticadas com HIV no país. Do total de pacientes em tratamento, 95% já não transmitem o vírus por via sexual por terem atingido carga viral suprimida: INDETECTÁVEL = INTRANSMISSÍVEL.
Segundo dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2010 e 2020, enquanto a proporção de casos de AIDS caiu 9,8% entre pessoas brancas no Brasil, entre pessoas negras houve aumento de 12,9%. Entre as mortes por AIDS, o período registra o a mesma situação: queda de 10% entre pessoas brancas e crescimento de 10% entre pessoas negras.
Nos últimos 4 anos, temos convivido com o desmonte do Sistema Único de Saúde por parte do Governo Federal, agravado pela pandemia, assim como a piora da exclusão, do preconceito, do estigma, o que piorou os cuidados em HIV/AIDS.
O 1 de dezembro marca o momento de reconhecimento de conquistas, porém reitera a necessidade de enfrentarmos os velhos e os novos desafios no combate à infecção por HIV e à AIDS. Equidade já! VIVA O SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE!








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