sábado, 14 de outubro de 2017

On October 15 in the USA is the National Latinx AIDS Awareness Day 2017


National Latinx AIDS Awareness Day (NLAAD) is observed each year on October 15 to increase awareness of the impact of HIV/AIDS on the Hispanic/Latino population in the United States. 

The NLAAD campaign promotes HIV testing and prevention, and provides information on access to care to Hispanic/Latino communities across the nation.





quinta-feira, 12 de outubro de 2017

En Aguas Quietas - Corto LGTB Mexicano - ( 2011 )

OUTUBRO ROSA: PREVINA-SE CONTRA O CÂNCER DE MAMA.

Outubro Rosa é uma campanha de conscientização que tem como objetivo principal alertar as mulheres e a sociedade sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Esta campanha acontece com mais intensidade no mês de outubro.

O movimento surgiu em 1990, na primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York, e desde então, vem sendo promovida anualmente na cidade. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza, mundialmente, a luta contra o câncer de mama e estimula a participação da população, empresas e entidades.









São Paulo da Solidão (Curta metragem) - Miro Zaiatz

Curta metragem "1º de julho" (Renata Prado, Rio de Janeiro / 2016)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

QUEM DEFENDE A CRIANÇA VIADA?





Pesquisador em doutoramento pelo Programa Interdisciplinar de Pós-graduação em Linguística Aplicada da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é também bacharel em Comunicação Social - Jornalismo e Mestre em Letras - Estudos Linguísticos pela Universidade Federal de Viçosa - MG. Desenvolve pesquisa sobre intersecções entre os marcadores identitários de gênero, sexualidade e religiosidade, investigando narrativas de vida de pessoas que se identificam como gays e católicas - a partir de olhares teóricos diversos, que articulam referências de Antropologia Linguística, Sociolinguística, Filosofia da Linguagem, Linguística Queer, Teorias Queer, Teologias Queer, entre outros campos, em diálogo transdisciplinar. É militante do movimento LGBT, ligado especialmente a debates e pautas relacionados às vivências religiosas cristãs de pessoas LGBT, bem como à relação entre segmentos fundamentalistas e a questão sexual e reprodutiva na sociedade brasileira.

LIVRO: VAMOS FAZER UMA SACANAGEM GOSTOSA?: UMA ETNOGRAFIA DA PROSTITUIÇÃO MASCULINA CARIOCA




Contribuição aos estudos sobre sexualidade e prostituição masculina no Brasil, este minucioso relato etnográfico comunica uma complexa e radical experiência de alteridade: aquela que é vivenciada pelos principais interlocutores da pesquisa - "boys", "garotos de programa" que frequentam as saunas do Rio de Janeiro -, na medida em que constituem suas redes relacionais no mercado do sexo.

O tema traz desafios ao pesquisador Victor Hugo, como, por exemplo, realizar o trabalho de campo em universo relacional em que o não dito tem tanta ou mais importância do que o dito e fazer aparecer o sentido das práticas em um lugar onde as representações do eu são torcidas ou abandonadas para dar lugar às fantasias homoeróticas. Desafios enfrentados com propriedade e originalidade.

Por meio desta etnografia, o leitor pode conhecer "por dentro" as maneiras de efetuação dos programas no negócio da prostituição masculina carioca e como nela se articulam sexualidade, subjetividade e desejo.

Autor: Victor Hugo de Souza Barreto é mestre em antropologia e pesquisador associado ao Instituto de Estudos Comparados em Administração Institucional de Conflitos (INCT-Ineac/UFF). 
À venda no link  eduff.uff.br

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

DIVULGAÇÃO: PSICANÁLISE, GÊNERO E IDENTIDADE(S), DIAS 27 E 28 DE OUTUBRO, Auditório da Associação Médica de Pernambuco


Local: Auditório da Associação Médica de Pernambuco (Rua Oswaldo Cruz, 393 – Boa Vista / Recife – PE)

LINK PARA INSCRIÇÃO: psicanalise-genero-e-identidades




The Death and Life of Marsha P. Johnson, de David France, é o documentário sobre uma das maiores heroínas das revoltas de Stonewall, no final dos anos 1960, e muito mais do que isso.

Documentário sobre o legado político deixado por Marsha P. Johnson, a estrela da TV americana e lendária figura do gueto gay de Nova York, conhecida por muitos como a "Rosa Parks do mundo LGBT". Ao lado de Sylvia Rivera, Marsha foi a responsável por fundar a Transvestites Action Revolutionaries, um grupo de ativistas trans do país.

O passado e o presente e a forma como pessoas transgênero são marginalizadas, tanto pela sociedade em geral como por uma parte da comunidade LGBTQIA, que é frequentemente acusada de se cingir ao “G” e esquecer o “T” do acrônimo, é uma luta que fez parte do discurso público de Sylvia Rivera pós-Stonewall. Em vídeos antigos, vemo-la a salientar que muitas das conquistas foram para pessoas de classe média e não para "pessoas da rua" como ela – que nos anos 1990 chegou a ser sem abrigo em Nova Iorque, até ter sido expulsa do sítio onde vivia –, e a levou a distanciar-se do movimento que tinha ajudado a fundar.



GONORREIA: Mais de 2 milhões de casos por ano (Brasil).

A gonorreia, uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns, é provocada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae

Mais de 70 milhões de pessoas no mundo estão contaminadas pela gonorreia.

De acordo com a OMS, o tratamento se tornou mais complexo porque a bactéria está desenvolvendo resistência aos antibióticos. Dificilmente as pessoas desconfiam que estão com uma DST.


PROPAGAÇÃO

   De mãe para bebê durante a gravidez, parto ou amamentação.
   Por sexo vaginal, anal ou oral sem proteção.

SINTOMAS
  • A gonorreia pode não apresentar sintoma algum. Você pode não saber que está infectado.
  • Secreção do pênis, vagina ou ânus
  • Sangramento vaginal
  • Dor ao urinar
  • Dor nos testículos
  • Dor pélvica ou abdominal inferior
  • Artrite pode ser provocada por infecção gonorreica.
  • A gonorreia pode existir com outras DST, o que não torna claro qual infecção está provocando os sintomas.


DIAGNÓSTICO
   A coleta de amostra da secreção ou coleta de raspagem do pênis, reto ou vagina é feita para testar a presença de N. gonorrhoeae. Os testes para genes bacterianos (DNA) pode ser feito, até mesmo de uma amostra de urina. A cultura de bactérias pode ser útil para que o teste de resistência ao antibiótico possa ser realizado.
PREVENÇÃO
  • As únicas maneiras de prevenir completamente contra a gonorreia são abstinência sexual (não ter contato sexual) ou ter uma relação sexual monogâmica com uma pessoa que apresente teste negativo para gonorreia.
  • Os preservativos ajudam a evitar a difusão da gonorreia, mas não são 100% eficazes. Os preservativos sempre devem ser usados em qualquer atividade sexual vaginal, anal e oro-genital, exceto se tiver um parceiro único que tenha feito testes.
  • As pessoas em grupos de alto risco para infecção por HIV também apresentam alta taxa de infecção por gonorreia. Ter gonorreia pode aumentar a probabilidade de contrair HIV, se houver exposição.
  • Colírios de nitrato de prata são colocados nos olhos de recém-nascidos após o nascimento para evitar a infecção ocular gonorreica no processo do nascimento, no caso da mãe estar infectada e não saber.

TRATAMENTO
   A gonorreia não complicada é geralmente tratada com uma dose de antibióticos, por injeção ou pílulas. 
   É importante tomar os antibióticos prescritos pelo médico, conforme a orientação. As bactérias que provocam a gonorreia se tornaram resistentes a vários antibióticos que foram usados no passado. 
   Os parceiros sexuais devem ser avisados do diagnóstico de gonorreia para que possam fazer o teste e receber tratamento.

   Faz-se importante também rastrear para outras infecções sexualmente transmissíveis, como infecção por HIV.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

NO BRASIL: SENADO FEDERAL ABRE CONSULTA PÚBLICA SOBRE CRIMINALIZAÇÃO DA LGBTfobia. VOTE "SIM".


O BRASIL É CAMPEÃO MUNDIAL DE ASSASSINATOS DE TRANSEXUAIS E TRAVESTIS. ESTÁ NA HORA DE MUDAR ESTE CENÁRIO COM LEIS SEVERAS PARA OS PERPETRADORES DESSA VIOLÊNCIA.


Se você é a favor da criminalização dos casos de LGBTfobia, vote "SIM". 


LINK:  Criminalização da LGBTfobia

terça-feira, 3 de outubro de 2017

2016 Sexually Transmitted Diseases Surveillance in the U.S.: STDs Increase Across the Country for the Third Year



Diagnoses of chlamydia, gonorrhea, and syphilis hit a record high 
in the U.S. in 2016 — totaling over 2 million — according to a new
CDC report.

Chlamydia accounted for 1.6 million cases, gonorrhea for 470,000, 
and primary and secondary syphilis for 28,000. From 2015 to 
2016, chlamydia diagnoses increased by 5%, and gonorrhea and 
syphilis cases by nearly 19%.

Chlamydia│1.59 million cases; 4.7% rate increase since 2015
Gonorrhea│ 468,514 cases; 18.5% rate increase since 2015
Early Syphilis│27,814 cases; 17.6% rate increase since 2015

Congenital Syphilis│628 cases; 27.6% rate increase since 2015

Chlamydia was still most prevalent among young females. In 
addition, gonorrhea and syphilis continue to affect more men than 
women — in particular, men who have sex with men. Despite this, 
syphilis showed a 36% increase among women and a 28% increase 
among newborns; in 2016, there were more than 600 cases of 
congenital syphilis, resulting in over 40 deaths.

FONTE: CDC

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Moderate physical activity could prevent one in 12 deaths globally



Physical activity of any form — whether a gym workout, walking to work or doing household chores — for 150 minutes per week reduces the risk for mortality and CVD.

The WHO currently recommends that adults aged 18 to 64 years partake in at least 150 minutes of moderate-intensity aerobic physical activity per week; however, nearly a quarter (23%) of the world’s population do not meet such guidelines, according to the researchers.

Between Jan. 1, 2003, and Dec. 31, 2010, Lear and colleagues performed a prospective cohort study to determine the association between different amounts and types of physical activity and mortality and CVD in countries at different economic levels. The researchers enrolled 130,843 participants without preexisting CVD aged between 35 and 70 years from 17 countries. Countries were categorized as high-income (Canada, Sweden and United Arab Emirates), upper-middle income (Argentina, Brazil, Chile, Poland, Turkey, Malaysia and South Africa), lower-middle income (China, Colombia and Iran) and low-income (Bangladesh, India, Pakistan and Zimbabwe).

The researchers documented mortality and major CVD events, including CVD mortality, stroke, myocardial infarction or heart failure, during a mean of 6 to 9 years of follow-up. The analysis was adjusted from sociodemographic factors.


Across all regions, the most common form of physical activity was through active transportation, occupation or domestic duties. Leisure time physical activity was common in high-income countries, but not other regions.

Results indicated that moderate and high physical activity were associated with a 28% reduction in the risk for death from any cause and a 20% reduction in the risk for heart disease compared with low physical activity. 

Fontes: Lancet 2017
1.Physical activity lowers mortality and heart disease risks

2.The effect of physical activity on mortality and cardiovascular disease in 130 000 people from 17 high-income, middle-income, and low-income countries: the PURE study

terça-feira, 26 de setembro de 2017

NOS EUA: National Gay Men's HIV/AIDS Awareness Day - September 27

National Gay Men’s HIV/AIDS Awareness Day (NGMHAAD) is observed each year on September 27 to direct attention to the continuing and disproportionate impact of HIV and AIDS on gay and bisexual men in the United States. 

1. Gay, bisexual, and other men who have sex with men (MSM) represent 56% of people living with HIV. 

2. Gay and bisexual men account for more than half of the 1.2 million people living with HIV in the United States and two-thirds of all new diagnoses each year. If trends continue, 1 in 6 gay and bisexual men will be diagnosed with HIV in their lifetime, including 1 in 2 black gay and bisexual men, 1 in 4 Latino gay and bisexual men, and 1 in 11 white gay and bisexual men.

3. Among all gay and bisexual men who received an HIV diagnosis in the United States in 2015, African Americans accounted for the highest number (10,315; 39%), followed by whites (7,570; 29%) and Hispanics/Latinos.

FONTE: CDC





sexta-feira, 22 de setembro de 2017

LIVRO: VIDAS TRANS, A CORAGEM DE EXISTIR.

A Luta de Transgêneros Brasileiros em busca de seu Espaço Social.

 Amara Moira / João W. Nery / Márcia Rocha / T. Brant



State of Sound - Heaven

Björk: The Gate

Morrissey - Spent the Day in Bed (Official Lyric Video)

HIV/AIDS HAS NO AGE: Worldwide, an estimated 3.6 million people aged 50+ are living with HIV.


The prevalence of HIV among older adults is reaching staggering rates. About 1 in 4 adults in the United States who are living with HIV infection are aged 50 or older. 18% of new HIV diagnoses occur among those aged 50 and older.

Older people tend to be sicker when the infection is finally discovered. They usually have other health conditions that accompany aging and often are too embarrassed to reveal their illness to family and friends.
Many never dreamed they were at risk of contracting the virus, and some have outmoded ideas of a disease that long ago became manageable through advances in medication.
Yet health-care providers still don’t routinely consider HIV when treating older patients, despite guidelines that call on them to screen through age 64. They may be reluctant to ask about an older person’s sex life and sometimes attribute HIV symptoms to age-related issues such as heart disease. 
With advanced treatment options, HIV positive individuals are living longer lives. However, the interactions between aging and degeneration caused by HIV have become a public health concern that needs to generate appropriate awareness and education. 

Efforts to expand HIV prevention messages for older adults should also include information and resources about linking newly diagnosed individuals to care while also advocating to ensure these individuals have appropriate access to care and treatment.




terça-feira, 19 de setembro de 2017

Documentario completo: Favela Gay

HOMOSSEXUALIDADE NÃO É DOENÇA. HOMOFOBIA SIM.


Um pouco de História para entendermos a decisão do Juiz como uma violação dos direitos humanos:

1.Em 1973, nos Estados Unidos a American Psychiatric Association retirou a homossexualidade da lista de desvios sexuais, reconhecendo que não se trata de um distúrbio mental;

2.Em nove de fevereiro de 1985, o Conselho Federal de Medicina aprovou a retirada, no Brasil, da homossexualidade do código 302.0 (desvios e transtornos sexuais) da Classificação Internacional de Doenças; sendo o Brasil o 5º país do mundo a tomar essa decisão;

3.Em 17 de maio de 1990, a 43ª Assembleia Mundial da Saúde adotou, por meio da sua resolução WHA43.24, a 10ª Revisão da Lista da Classificação Internacional de Doenças (CID-10), sendo que nesta versão da CID a homossexualidade foi excluída como categoria;

4.Em 2012 a Organização Pan-Americana da Saúde publicou um documento com a seguinte introdução: “‘CURAS’ PARA UMA DOENÇA QUE NÃO EXISTE: as supostas terapias de mudança de orientação sexual carecem de justificativa médica e são eticamente inaceitáveis”.


Homossexualidade não é doença e, logo, não é passível de processos de “reorientação sexual”.






 

EU REPUDIO: Juiz federal do DF libera tratamento de homossexualidade como doença.

 
     Justiça Federal do Distrito Federal liberou psicólogos a tratarem gays e lésbicas como doentes, podendo fazer terapias de “reversão sexual”, sem sofrerem qualquer tipo de censura por parte dos conselhos de classe. A decisão, do juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, é liminar e acata parcialmente o pedido de uma ação popular, assinada por um grupo de psicólogos defensores das terapias de reversão sexual, que questionava resolução do Conselho Federal de Psicologia que proibia tratamentos de reorientação sexual.

  A decisão é de sexta-feira (15). Nela, Carvalho mantém a integralidade da resolução, mas determina que o conselho não proíba os profissionais de fazerem atendimento de reorientação sexual.

 Desde 1990, OMS deixou de considerar homossexualidade como doença.

 MAIS UMA VEZ, O BRASIL NA CONTRAMÃO. EU REPUDIO. 


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

MUSEU DA DIVERSIDADE - CENTRO DE CULTURA, MEMÓRIA E ESTUDOS DA DIVERSIDADE SEXUAL EM SÃO PAULO.




 MUSEU DA DIVERSIDADE SEXUAL


Primeiro centro cultural da América Latina relacionado à temática, o Museu da Diversidade Sexual foi criado em 25 de maio de 2012, vinculado à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e está localizado no interior da Estação de Metrô República.

De acordo com seu documento de criação, o MDS ou Centro de Cultura, Memória e Estudos da Diversidade Sexual do Estado de São Paulo tem as seguintes atribuições:

   1.Garantir a preservação do patrimônio cultural da comunidade LGBT brasileira, através da coleta, organização e disponibilização pública de referenciais materiais e imateriais;
   2.Pesquisar e divulgar o patrimônio histórico e cultural da comunidade LGBT brasileira e, em especial, paulista;
   3.Valorizar a importância da diversidade sexual na construção social, econômica e cultural do Estado de São Paulo e do Brasil;
   4.Publicar e divulgar documentos e depoimentos referentes à memória e à história política, econômica, social e cultural da comunidade LGBT e sua interface com o Estado de São Paulo.

sábado, 16 de setembro de 2017

DICA DE LEITURA: "Existe índio gay?" - a colonização das sexualidades indígenas no Brasil.

Em pesquisa pioneira no Brasil, o pesquisador Estevão Fernandes, Professor Doutor em Ciências Sociais (Estudos Comparados sobre as Américas) pela Universidade de Brasília, lança o livro "Existe índio gay?" - a colonização das sexualidades indígenas no Brasil pela Editora Prisma, no qual um tema tabu é discutido: ser índio e gay.

O livro encontra-se em pré-venda no site: LIVRO "EXISTE ÍNDIO GAY?"



segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Concorrência desleal: Grindr, Tinder, Growlr, Badoo, MeetME… Posted by CÁSSIO SERAFIM on 11 DE SETEMBRO DE 2017


Concorrência desleal: foi isso que me veio à cabeça depois daquele encontro inusitado num supermercado próximo à minha morada. Digo inusitado, porque imagine que, em Lisboa, eu venha encontrar um amigo dos meus tempos adolescentes em Mossoró. Digo inusitado, porque imagine encontrar alguém num supermercado e do nada começar a falar sobre os atuais desafios enfrentados pelos profissionais do sexo (ou, se preferir, pode chamar de prostitutos, garotos de programa, GP’s, michês…). E, então, foi isso que me aconteceu noutro dia.
Escutei alguém chamar o meu nome, olhei para ver quem era e reconheci-o. Cumprimentos daqui, cumprimentos dali, atualização rápida e aparentemente interessada da vida alheia, até que eu lhe revelo o encerramento da minha bolsa de investigação e, por conseguinte, a minha procura por emprego. E, como tenho jogado vez ou outra, tentei brincar com a possibilidade de eu enveredar pelo mercado do sexo.
“Pensei até em me prostituir, mas aí a idade, quase quarenta, quem contrataria os meus serviços?”, disse-lhe eu, o amigo riu e eu ainda acrescentei: “Mas, afinal, quem paga por sexo hoje em dia? São tantas ofertas, são tantos aplicativos…” Naquele momento, ele parecia-me desconcertado com o rumo da conversa.
Com frequência, vejo pessoas a andar por aí com o celular na mão, com os olhos na tela, com os ouvidos e o coração atentos a qualquer notificação do “app” escolhido. É verdade que podem aguardar informações variadas, não necessariamente ligadas aos chamados “social networking sites”, os quais não necessariamente apresentam cariz sexual. Há quem argumente que o principal objetivo das múltiplas versões dessa tecnologia não seja o de promover o sexo, mas, sim, a amizade, o namoro e também sexo.
A finalidade depende das intenções de cada usuário. Bem, independentemente disso, num passar de olhos nas ruas, no metrô, no ônibus, pode-se pensar que uns e outros caminham não com um telefone à mão, mas com uma bússola. 
Em alguns tantos casos, o ponteiro da bússola funciona com os níveis de testosterona acima do normal. E ainda numa confusão entre o desejo por sexo e o desejo por paixão ou por um vínculo afetivo duradouro, alguns usuários desses aparelhos acreditam-se prestes a alcançar o príncipe encantado a poucos metros dali, a poucos minutos… Ops, quase esbarra noutro corpo guiado por outra bússola, digo, por um “app”.
O meu amigo ainda se mostrava desconcertado com o papo. Acho até que se arrependeu de ter-me cumprimentado. Ao menos, essa era a impressão que eu tinha, mas ele logo teceu o revelador comentário: “A dez minutos do local, em dez minutos chega… é assim hoje”. Eu ri e demonstrei a minha compreensão daquilo que dizia.
“E depois ainda se apaixona”, ele acrescentou.
“Se apaixona?”, perguntei-lhe rindo e, em seguida, emendei: “Assim é demais: de graça e ainda se apaixona. Aí não. Aí não dá. Assim, é concorrência desleal!”
“Como ganha-pão, é melhor tentar outra coisa”, sugeriu-me, mostrando-se mais entendido no assunto do que eu.
Resolvi dar-lhe razão. Afinal, há versões de bússolas para todas as “tribos” e todos os gostos: Grindr, Tinder, Mamba, Badoo, MeetME, Scruff, Gay.com, Growlr… A oferta é vasta e de graça (ou, ao menos, sem custos adicionais ao seu pacote de internet). Não dá para iniciantes, nem para castos (como eu!) nesse mercado.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Encontro das Águas - documentário





FICHA TÉCNICA:
Título: Encontro das Águas



Sinopse: O filme acompanha a jornada de duas mulheres negras belo-horizontinas, Rosane Pires e Iara Viana, durante o preparativos para seu casamento, bem como as cerimônias civil e religiosa. Essa história é pano de fundo para levantar um importante debate sobre gênero, raça, sexualidade e religiosidade de matriz africana, e sobre a intersecção de violências sobre a vida das mulheres negras homoafetivas no nosso país.
Gênero: documentário
Duração: 30 minutos
Ano: 2016
Realização: Flávia dos Santos e Zaíra Pires
Direção: Mestre Negoativo
Produção: Divindade Cultural
Patrocínio: Avon