segunda-feira, 3 de junho de 2019

23ª Parada do Orgulho LGBT de SP (23/06/2019). Tema: 50 anos de Stonewall. Nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+


Police confront gay protesters in New York’s 1969 Stonewall Uprising.

JUSTIFICATIVA PARA A ESCOLHA DO TEMA DA PARADA GAY SP 2019
Ao longo da história, a humanidade aprendeu que as conquistas e os progressos são acompanhados por derrotas e retrocessos. Foi assim que movimentos por liberdade nasceram, guerras surgiram e direitos foram estabelecidos. Neste ano, comemoramos os 50 anos da Revolta de Stonewall, um exemplo de que vitórias podem surgir a partir do sofrimento e da repressão. Na madrugada de 28 de junho de 1969, um grupo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBT) frequentadoras de um bar, o Stonewall Inn, em Nova York, nos Estados Unidos, resolveram, após uma batida policial, dar um basta às agressões, preconceitos, humilhações e perseguições que sofriam. Foram três dias de resistência e enfrentamento com a polícia. Naquela época, ter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo era ilegal em todos os estados americanos.

A revolta tornou-se o marco de uma série de protestos e reivindicações por direitos LGBT, que se espalharam pelo país e influenciaram outros movimentos LGBT pelo mundo. Um ano depois, em 28 de junho de 1970, em Nova York, foi realizada a primeira Parada do Orgulho, em celebração à Revolta de Stonewall. Cerca de 10 mil pessoas participaram daquela marcha. No ano seguinte, Londres também faria sua primeira Parada, seguida por outras cidades pelo mundo, sucessivamente, até os dias de hoje.

Aqui no Brasil, parte desses 50 anos de história pode ser contada pelas páginas do Lampião da Esquina, o primeiro jornal homossexual do país, que circulou entre 1978 e 1981. A publicação marca o início do movimento brasileiro que, poucos meses depois de lançado, funda o grupo Somos – Grupo de Afirmação Homossexual. O periódico discutia, de forma bem humorada, temas relacionados à homossexualidade masculina, mas também política, feminismo, questões raciais e outras minorias, indo na contramão da esquerda de então, que enxergava a causa homossexual como algo menor, sem importância.

O jornal denunciava abusos cometidos pela ditadura militar contra LGBT, como o caso do jornalista Celso Curi, autor da primeira coluna gay do jornalismo brasileiro, intitulada “Coluna do Meio”, que circulou no jornal carioca Última Hora entre 1976 e 1978. Curi foi processado e demitido acusado de “ofender a moral e os bons costumes”. Outros destaques do Lampião foram as prisões arbitrárias de lésbicas em 1980, em São Paulo, apelidada de “Operação Sapatão”, comandada pelo delegado José Wilson Richetti, considerado o terror das travestis. Richetti deflagrou, em maio de 1980, a “Operação Limpeza”, com o propósito de prender homossexuais, travestis e prostitutas no centro da capital paulista. Mais de 1.500 pessoas foram detidas. Naquele mesmo ano, cerca de mil gays, lésbicas, travestis e prostitutas saíram da frente do Teatro Municipal de São Paulo e marcharam pelas ruas do centro contra a violência policial, sob a palavra de ordem: “abaixo a repressão, mais amor e mais tesão”.

Outros pedaços dessa narrativa histórica estão nas letras de canções que desafiaram a censura e cantaram o amor entre iguais, como fez o cantor Odair José, em 1978, com a música “ Forma de Sentir”. Essa memória também está espalhada nas trajetórias de artistas LGBT que contrariaram os padrões de comportamento de uma sociedade, ainda mais conservadora que a atual, como faziam o cantor Ney Matogrosso com seu figurino andrógino e trejeitos femininos, e a cantora Angela RoRo com suas letras e falas polêmicas, muito antes de existir o youtube, as redes sociais e seus influenciadores.

Se hoje temos artistas que ganham seu espaço sem renegar publicamente suas identidades de gênero e orientações sexuais, cantando o seu empoderamento e orgulho de serem quem são, como Pabllo Vittar, Gloria Groove, Jhonny Hooker, Liniker, Linn da Quebrada, entre tantos outros exemplos, é porque outras pessoas abriram caminhos. Mesmo não levantando a bandeira da causa LGBT+, elas endereçaram às massas questões consideradas tabus. Assim foi com a modelo Roberta Close, mulher intersexo, considerada ícone de feminilidade dos anos 1980, que posou nua na revista Playboy em 1984.

Aquele era um período conturbado. No ano anterior, em 19 de agosto de 1983, as lésbicas que frequentavam o Ferro’s Bar, um bar já extinto no centro de São Paulo, lançaram um manifesto pelos direitos das lésbicas, conhecido como o Levante do Ferro’s Bar. Dias antes, o dono do lugar havia chamado a polícia e proibido as mulheres de vender ali uma publicação chamada “ChanacomChana”, considerada um atentado aos bons costumes.

Uma década que havia começado com o entusiasmo e a efervescência de uma geração ávida pelos seus direitos, terminava estigmatizada pelo aumento do número de casos de AIDS e o crescimento do preconceito contra homossexuais. É somente na segunda metade dos anos 1990 que o movimento LGBT brasileiro começa a tomar corpo. A própria Parada do Orgulho LGBT de São Paulo surge apenas em 1997, levando cerca de 2 mil pessoas pela Avenida Paulista, após um ensaio um ano antes, durante uma pequena manifestação na Praça Roosevelt, no centro. Em 1996, o Rio de Janeiro realizava a sua primeira caminhada. Assim como as demais marchas, a Parada de São Paulo é inspirada na coragem daquelas pessoas que se revoltaram contra a ordem ideológica, econômica, política e legal imposta por uma sociedade e um Estado de uma época. Como repetia a travesti negra Marsha P. Johnson, considerada a pessoa que arremessou a primeira pedra contra a fachada do Stonewall, dando início à revolta, “não há orgulho para alguns sem a libertação de todos nós” (no pride for some of us without the liberation for all of us).

Orgulho é, portanto, algo que devemos exercitar para que todas e todos sejam livres do preconceito, da perseguição e das restrições impostas. Por isso, é preciso ter orgulho da nossa história de luta e conquistas. Ainda há muitos avanços por quais lutar, mas é necessário comemorarmos nossas vitórias. A disponibilização do tratamento de HIV/Aids no SUS, em 1996 e ampliado em 2013, é uma delas; assim como foram a união estável homoafetiva, em 2011; a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) a favor do casamento civil homoafetivo, em 2013; a adoção de criança por casal do mesmo sexo, em 2015; o uso do nome social na educação básica reconhecida pelo Ministério da Educação, em 2017; a resolução que definiu o uso do nome social de travestis e transexuais nos registros escolares; a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) garantindo o direito à inclusão do nome social no cadastro de eleitores; a retificação de nome e gênero na certidão de nascimento no cartório, sem a necessidade de advogado nem apresentação de qualquer laudo ou aval de juízes ou promotores de justiça. Essas últimas, todas em 2018.

Para reforçar o nosso compromisso com a luta por mais respeito, aceitação, tolerância e direitos, a Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOLGBT-SP) resgata nossa história e convida todas as pessoas e movimentos que compartilham dos mesmos valores para celebrar a 23ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, no dia 23 de junho de 2019, com ritmo de alegria, desconstrução e muita lacração, o tema “50 anos de Stonewall: nossas conquistas, nosso orgulho de ser LGBT+”. Esse tema reforça a ideia de que pessoas LGBT+ possuem representação social, política, cultural e jamais se renderão ao autoritarismo, ao conservadorismo, nem às ameaças de retrocessos de conquistas, arduamente alcançadas nesses 40 anos de história do movimento LGBT no Brasil e 50 anos pelo mundo. Sim, isso é um grande motivo de orgulho!

FONTE: PARADASP - ASSOCIAÇÃO DO ORGULHO LGBT+



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quinta-feira, 30 de maio de 2019

TATE LIVERPOOL: KEITH HARING - 14 JUNE – 10 NOVEMBER 2019



Major UK exhibition of artist and activist Keith Haring
Haring was a great collaborator and worked with like-minded artists such as Andy Warhol and Jean-Michel Basquiat. All were interested in creating art for the many. Haring designed record covers for RUN DMC and David Bowie, directed a music video for Grace Jones and developed a fashion line with Malcolm McLaren and Vivienne Westwood. In doing so, he introduced his art and ideas to as many people as possible.

Discover how activism played a key role in Haring’s art. Compelled to speak for his generation, his art responds to urgent issues including political dictatorship, racism, homophobia, drug addiction, AIDS awareness, capitalism and the environment.

Visitors to the exhibition will see more than 85 artworks including large, vibrant paintings and drawings. Also on display are posters, photographs, and videos that capture the vibrancy of 1980s New York street culture.

TATE LIVERPOOL

Royal Albert Dock Liverpool
Liverpool L3 4BB

PRICING

£12.50 / FREE for Members
Admission £12.50 
Concession £10.50
16-25? Join Tate Collective for £5 tickets (online booking only)
Under 16s FREE (up to four per family adult)
For further information see booking faqs
Please note that Keith Haring contains some mild sexual content.

Keith Haring, Untitled 1983 © Keith Haring Foundation

sábado, 25 de maio de 2019

'Bacurau' - first trailer - Cannes Competition title





VIVA O CINEMA BRASILEIRO! MEUS PARABÉNS AO DIRETOR  KLEBER MENDONÇA, À EQUIPE E AOS ATORES. 

sexta-feira, 24 de maio de 2019

BRASIL: Maioria do STF vota pela criminalização da homofobia.

Ontem, dia 23 de maio, com seis votos a favor, o Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria para enquadrar a homofobia e a transfobia na lei dos crimes de racismo - seis dos 11 ministros votaram pela criminalização. Julgamento é suspenso e será retomado em junho com os votos dos cinco ministros restantes.  
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sexta-feira, 17 de maio de 2019

DIA INTERNACIONAL CONTRA A LGBTfobia: O BRASIL REGISTRA UMA MORTE POR HOMOFOBIA A CADA 23 HORAS.

# 17 DE MAIO É O DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À LGBTfobia. Foi nesta data, em 1990, que a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da Classificação Internacional de Doenças (CID).
De 1948 a 1990, a homossexualidade foi tratada como doença, distúrbio ou perversão pela instituição.
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Cruzes simbolizam vítimas de violência homofóbica (Foto: Marcelo Vicioli/Inter TV)
O Brasil registrou 141 mortes de pessoas LGBT de janeiro a 15 de maio deste ano, segundo relatório do Grupo Gay da Bahia (GGB) divulgado nesta sexta-feira (17). Segundo a entidade, foram 126 homicídios e 15 suicídios, o que representa a média de uma morte a cada 23 horas.

Lady Willpower





Lady Willpower, it's now or never
Give your love to me and I'll shower
Your heart with tenderness endlessly
I know you want to see me but you're afraid

Of what I might have on my mind
One thing you can be sure of
I'll take good care of your love
If you will let me give you mine
Lady Willpower, it's now or never
Give your love to me and I'll shower
Your heart with tenderness endlessly
Did no one ever tell you the facts of life
Well there's so much you have to learn
And I would gladly teach you
If I could only reach you
And get your lovin' in return
Lady Willpower, it's now or never
Give your love to me and I'll shower
Your heart with tenderness endlessly

How Taiwan became the most LGBT-friendly country in Asia

Taiwan first Asian country to legalize same-sex marriage | DW News

DIA INTERNACIONAL CONTRA A HOMOFOBIA, LESBOFOBIA, BIFOBIA E TRANSFOBIA. RESPEITAR É UM DEVER DE TODOS. RESPEITAR É UMA QUESTÃO DE JUSTIÇA.




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quinta-feira, 16 de maio de 2019

45 Dias Sem Você | Trailer Oficial





SINOPSE E DETALHES

Não recomendado para menores de 12 anos
Ao sofrer uma grande desilusão amorosa depois de aguardar por 45 dias um amor que nunca retornou, o jovem Rafael (Rafael De Bona) decide romper as próprias barreiras e embarca em uma inesperada viagem. Seu objetivo principal é ir até três locais diferentes, encontrar com três amigos que também optaram por abandonar suas vidas por outras razões.
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quarta-feira, 15 de maio de 2019

Carta Para Além dos Muros | Trailer Oficial



Carta Para Além dos Muros reconstrói a trajetória do HIV e da AIDS, com foco no Brasil, por meio de entrevistas com médicos, ativistas, pessoas vivendo com HIV e diversos outros atores, além de farto material de arquivo. Do pavor inicial às campanhas de conscientização, passando pela discriminação imposta aos doentes, o documentário mostra como a sociedade encarou essa epidemia devastadora ao longo de duas décadas. Com base nessa abordagem histórica, o filme trata do modo como o HIV é encarado na sociedade atual, revelando um quadro de desinformação e discriminação persistentes, que atingem sobretudo as populações mais vulneráveis.
O documentário investiga o porquê da evolução no tratamento do HIV não vir acompanhada da mudança de mentalidade em relação à infecção. Um dos depoimentos retratados no filme, da imunologista Márcia Rachid, resume bem este desafio: “falar de HIV hoje tem o mesmo mistério de 35 anos atrás. Não pode!”.
André Canto, o diretor, entrevistou especialistas, pessoas que vivem com HIV, personalidades e autoridades. Estão no documentário nomes como os ministros da saúde que foram chave para que o Brasil se tornasse uma referência na resposta à epidemia, José Serra e José Gomes Temporão; os médicos Dráuzio Varella, Ricardo Tapajós, Ricardo Vasconcelos e Rosana Del Bianco; a apresentadora Marina Person; Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, além de jovens que se tornaram a nova voz desta epidemia..
“Contar a história da epidemia de aids significa tocar nos medos e nas memórias soterradas de pelo menos duas gerações. Dezenas de milhões de pessoas chegaram à vida adulta no Brasil dominadas pelo pavor de serem infectadas pelo HIV. Os gays viveram um medo duplo, tanto pela doença, que no início os afetava quase que exclusivamente, quanto pela discriminação que já sofriam. Uma combinação que só contribuiu para aumentar ainda mais o clima de incompreensão acerca do HIV”, explica Canto.
“Apesar de todos os avanços no tratamento e no entendimento da doença, muito desse medo e dessa incompreensão ainda persiste. O filme não é um trabalho psicanalítico, nem um relatório informativo sobre o HIV e a aids. Ele se propõe a ser um estopim, para tocar algo que permanece inconsciente no espectador, para mobilizá-lo, para instigá-lo a uma reflexão importante e incontornável sobre o HIV em nossa sociedade, para provocar uma mudança de postura e perspectiva sobre a história da aids e sobre a realidade atual do HIV”, conclui o diretor.
EM BREVE NOS CINEMAS. 
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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Mulher transexual é assassinada a pauladas em São Paulo. Uma testemunha contou que antes de ser morta a pauladas, Larissa foi atropelada pelo assassino.

Larissa Rodrigues foi morta a pauladas na Alameda dos Tacaúnas, na Zona Sul de São Paulo — Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal
Larissa Rodrigues da Silva, uma transexual de 21 anos, foi morta a pauladas por volta das 21h10 de sábado (4) na Alameda dos Tacaúnas, no bairro da Saúde, na Zona Sul de São Paulo. O caso foi registrado como homicídio no 27.º Distrito Policial (Campo Belo). O agressor fugiu.
Uma testemunha contou à polícia que estava com a vítima, quando um homem não identificado em um carro quase os atropelou. Posteriormente, o autor retornou com o veículo, desembarcou com um pedaço de madeira, golpeando a vítima com o objeto.De acordo com a Secretaria da Segurança Pública, policiais militres foram acionados para atender a ocorrência de agressão e encontraram Larissa caída. Ela foi socorrida por uma ambulância ao Hospital Municipal Doutor Arthur Ribeiro Saboya, na mesma região, mas não resistiu aos ferimentos indo a óbito. Seu corpo será enterrado em Fortaleza.
Infelizmente, mais uma pessoa de nós tem sua vida retirada precocemente vitimada por uma violência que reina impunemente no nosso país. Triste notícia. Quem será a próxima vítima?

quarta-feira, 1 de maio de 2019

DIA INTERNACIONAL DOS TRABALHADORES. PELA NÃO PRECARIEDADE NO MUNDO DO TRABALHO.

MOVIMENTO DE ESQUERDA SOCIALISTA
FOTOGRAFIA: MARCOS SANTOS - USP IMAGENS
#MAIS EMPREGO ESTÁVEL    #CONTRA O TRABALHO ESCRAVO OU ANÁLOGO À ESCRAVIDÃO #CONTRA O RETROCESSO NAS LEIS LABORAIS #PELA DIVERSIDADE NO MUNDO DO TRABALHO
SITE: NOVA CENTRAL



domingo, 28 de abril de 2019

A SOLIDÃO DE QUEM VIVE COM HIV

Curso: Corpo, Gênero e Sexualidade em São Paulo pela Associação Paulista de Saúde Pública.

Descrição:
Qual é o papel do gênero na sociedade? Qual a diferença entre gênero e sexualidade? Como nos apropriamos do nosso próprio corpo? Será que é possível pensar no gênero como categoria de análise isolada? Como ele se intersecciona com raça/etnia e classe? Como esses marcadores influenciam a saúde?
Abordaremos essas questões ao longo de seis encontros, discutindo conceitos básicos sobre gênero e sexualidade, com o objetivo de estimular o debate e proporcionar uma reflexão crítica do tema para além do campo da saúde.
Data: 09/05 a 23/05 (terças e quintas-feiras)
Programação:
07/05 – Gênero e sociedade
09/05 – Vertentes da sexualidade
14/05 – Direito ao corpo
16/05 – Saúde LGBT+
21/05 – Interseccionalidade: determinantes estruturais da saúde
23/05 – Rota Crítica
Local: Rua Cardeal Arcoverde, 1749, 7º andar – Pinheiros, São Paulo – SP | Horário: 19h às 22h20
Público-alvo: Trabalhadoras(es), graduandas(os) e pós-graduandas(os)
Vagas: 30 (a inscrição só será confirmada após o envio do comprovante de pagamento)
Valor da inscrição: R$100,00
Os valores deverão ser depositados na seguinte conta:
Banco do Brasil
Agência: 6806-3
CC:3108-9
CNPJ: 51.717.445/0001-28
ENCAMINHEM OS COMPROVANTES PARA: gesa.apsp@gmail.com
Isenção: as pessoas que desejam isenção da taxa de inscrição devem enviar o formulário de solicitação de isenção segundo o modelo até 22/04 para o endereço de e-mail: gesa.apsp@gmail.com
https://bit.ly/2Z1Z4iz
Contato para dúvidas e mais informações: gesa.apsp@gmail.com

quarta-feira, 24 de abril de 2019

STF CONCEDE LIMINAR REAFIRMANDO VALIDADE DA RESOLUÇÃO CFP nº 01/99.




O STF acaba de conceder ao CFP uma liminar que mantém íntegra e eficaz a Resolução CFP nº 01/99,  que determina que não cabe a profissionais da Psicologia no Brasil o oferecimento de qualquer tipo de prática de reversão sexual, uma vez que a homossexualidade não é patologia, doença ou desvio.


sexta-feira, 19 de abril de 2019

População indígena no Brasil enfrenta dificuldades de acesso à diagnóstico e tratamento para HIV.

Cerca de 80% da população indígena brasileira vive em aldeias e tem dificuldades em acessar os centros de saúde com a frequência necessária. Segundo a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) “é preciso entender melhor quais são os obstáculos e os desafios dessa população, para que possamos avançar na gestão da saúde indígena”.
Estima-se que existam 370 milhões de pessoas indígenas no mundo. Quase 900 mil delas estão no Brasil, onde há o maior número de comunidades da América Latina – 305, segundo o relatório Povos Indígenas na América Latina. No Brasil o número de indivíduos nessa população é de aproximadamente 897 mil indivíduos.


Dados da Sesai mostraram que o número de casos diagnosticados de aids dobrou do ano de 2015 para o ano de 2016. Eram 6 casos em 2015 e no ano seguinte foram diagnosticadas 12 infecções. No entanto, estima-se que há uma grande subnotificação devido a dificuldade de acessar os povos que vivem em áreas mais isoladas.
Segundo a Sesai, uma das razões para o aumento de doenças nessa população acontece devido ao desconhecimento sobre as doenças, abuso de álcool, viagem de indígenas a centros urbanos, além de fatores externos, como a ocupação ilegal de não-indígenas, o trabalho de missões religiosas e a presença das Forças Armadas em áreas remotas.
A crise venezuelana fez com que centenas de indígenas procurassem o Brasil para que pudessem ter acesso à saúde. “Se todo o país está em risco, as comunidades indígenas estão ainda mais, porque vivem em condições sanitárias extremamente precárias”, comentou Marianella Herrara, diretora do Observatório Venezuelano da Saúde (OVS).
A prevalência do HIV chega a 10% em algumas comunidades. “Nas pequenas, quase todos os homens entre 16 e 23 anos têm o vírus”, afirmou o médico holandês Jacobus de Waard, do Instituto de Biomedicina da Universidade Central da Venezuela, que trata dos warao, etnia que mais procurou por refúgio no Brasil e que, hoje, conta com um acampamento na cidade de Boa Vista, em Roraima. “Em algumas comunidades, 35% da população adulta masculina está infectada. Em relação às mulheres, os casos chegam a 2%”.
A porcentagem de infecção nessa população é significativa, já vez que a prevalência do vírus do HIV na Venezuela é de 0,6%, de acordo com números da Programa Conjunto das Nações Unidas sobre o HIV/Aids (Unaids).
“A maioria das infecções por HIV começam como um tipo viral chamado R5 e, à medida que a doença avança, o vírus se transforma em X4. Essa variante é muito mais agressiva, porque leva a um estado de deficiência imunológica mais rapidamente”, explica Héctor Rangel, biólogo, do IVI, que também participou da pesquisa. Segundo ele, 90% dos warao têm o vírus X4 e isso não é comum nem na América Latina nem no resto do mundo.
Nos últimos três anos, os cuidados com a saúde indígena têm sofrido cortes nos orçamentos. Em 2017, o Ministério da Saúde empenhou R$ 1,8 bilhão para promoção, proteção e recuperação da saúde desses povos. No ano passado, o valor aplicado para essas mesmas atividades foi de R$ 1,54 bilhão. Para 2019, está previsto um número ainda menor, de R$ 1,4 bilhão.
O portal da Sesai garante que todas as comunidades indígenas são atendidas. “Atualmente, contamos com 13.989 profissionais para garantir a assistência primária à saúde e ao saneamento ambiental nos territórios indígenas. São 360 polos base e 68 Casas de Saúde Indígenas (Casai), que atendem a 305 etnias, de povos de 274 línguas e 597 terras indígenas”, detalha.
Dados da Sesai mostram que os atendimentos indígenas aumentaram 400% nos últimos quatro anos. Entre 2014 e 2018, a secretaria específica para essa população contabilizou 16,2 milhões de assistências (vacinação, saúde bucal, vigilância alimentar e nutricional, consultas de pré-natal, de desenvolvimento infantil e de promoção da saúde). Em 2014, foram 1,1 milhão de atendimentos. Até novembro do ano passado, dado mais recente, 5,6 milhões.
FONTE: AGÊNCIA DE NOTÍCIAS DA AIDS 
http://agenciaaids.com.br/

"O Que Mereço" (Clipe Oficial) | Zélia Duncan





"Eu só quero o que mereço".

EXPOSIÇÃO O.X.E.S, DE ADRIANA BERTINI, NO ESPAÇO OPHICINA.

Na última terça-feira, dia 16 de abril, a exposição O.X.E.S foi lançada no Espaço Ophicina com obras da artista Adriana Bertini. A instalação conta com 54 objetos que inclui obras tridimensionais, colagens, moda, audiovisuais e séries de fotografias. 
Há mais de 23 anos, Adriana Bertini vem rompendo com tradições e tabus ao transformar objetos do cotidiano em obras de arte e instalações para despertar a conscientização social sobre sexualidade e prevenção ao HIV e ISTs junto das populações vulneráveis. Seu manifesto artístico é um referência internacional na luta contra o HIV e AIDS.
#SAÚDE SEXUAL 
#PROMOÇÃO DE DEBATES EDUCACIONAIS 
# PROMOÇÃO DE INFORMAÇÕES E MÉTODOS DE PREVENÇÃO 
#ADESÃO AO TRATAMENTO AO TRATAMENTO DO HIV 
#INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS.
R. Teodoro Sampaio, 1109 - Pinheiros, São Paulo - SP, 05405-100

quarta-feira, 10 de abril de 2019

DICA DE LEITURA: ELES de VAGNER AMARO.

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Vagner Amaro
Resultado de imagem para eles livro vagner amaroNeste livro, Vagner Amaro escreve sobre ELES, mas ELES sou eu e somos nós. Em cada conto, a possibilidade de nos enxergarmos como se estivéssemos diante do espelho. Vidas emergem através da sua escrita, e nestas vidas, especialmente as vidas negras masculinas ganham destaque. Em diversos momentos, seu texto me permitiu ir ao encontro da minha própria história de vida. Estar diante de si mesmo pode doer. Simplesmente uma viagem emocionante sobre as  masculinidades negras e suas intrincadas relações com o meio. Violência, amor, desamparo, discriminação, resiliência, entre outros temas, estão presentes neste belissímo livro. Meus parabéns, Vagner Amaro.


Este livro é publicado pela Editora Malê (https://www.editoramale.com/) e também se encontra à venda nas melhores livrarias.