quinta-feira, 23 de março de 2017

Alemanha inicia pedido de perdão a 50 mil gays presos e torturados com base em lei nazista

image by Jorge Candeias and António Martins-Tuválkin, 30 March 2005


No dia 22 de fevereiro de 2017, a Alemanha iniciou o processo para perdoar e indenizar os cerca de 50 mil homossexuais condenados com base em uma lei nazista que continuou em vigor depois da Segunda Guerra Mundial que condenava à prisão homens que faziam sexo com homem.

O ato de perdão aos homossexuais vítimas do nazismo surgiu depois da adoção de um projeto de lei sobre este tema no conselho de ministros.
O texto, que não foi benquisto pela ala conservadora do partido da chanceler Angela Merkel, ainda tem de ser aprovado pelo Parlamento, e prevê indenização de 3.000 euros por condenação e 1.500 euros por cada ano de prisão. 


image by Jorge Candeias, 30 March 2005



O documento estabelece ainda investimento anual do governo de 500.000 euros em uma fundação especializada em memória deste tema para que atos semelhantes não voltem a acontecer. 

"Os homossexuais condenados não têm de sofrer mais este estigma, que, em muitos casos, destruiu sua trajetória profissional e sua vida", enfatizou o ministério da Justiça Heiko Maas. 

image by Jorge Candeias, 30 June 2002

Ser homossexual na Alemanha era considerado crime entre os anos de 1872 a 1994, sob o risco de prisão, de acordo com o artigo 175 do Código Penal que abominava "atos sexuais entre homens de sexo masculino ou entre homens e animais". 

Até o fim do Terceiro Reich 42.000 mil homens foram condenados à prisão por causa da orientação sexual. Nos anos seguintes à Guerra, outros 50.000 novas condenações foram aplicadas. 

As vítimas eram encaminhadas para a prisão ou campos de concentração. Eram perseguidos, expulsos de seus trabalhos, interrogados por seus colegas, seus amigos e pelos membros de suas famílias", recordou recentemente o jornal "Süddeutsche Zeitung", que definiu a situação como "uma morte social". 



image by António Martins-Tuválkin, 16 January 2000

Nenhum comentário:

Postar um comentário